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Internacional

Irã e EUA devem se encontrar na sexta para negociar acordo nuclear

O encontro está previsto para acontecer em Mascate, capital do país, nesta sexta-feira.

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir na próxima sexta-feira (6), em Omã, para retomar as negociações em torno de um possível acordo nuclear. A informação foi confirmada por representantes do governo norte-americano e pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. O encontro está previsto para acontecer em Mascate, capital do país, por volta das 10h no horário local, conforme anunciado nesta quarta-feira (4).

Segundo a agência Reuters, um integrante do governo dos EUA confirmou a reunião após Araqchi publicar, na rede social X, que Washington e Teerã haviam agendado novas conversas, com Omã atuando como mediador do diálogo. A CNN destacou que o anúncio ocorre depois de dias de incerteza sobre a retomada das tratativas, marcadas por divergências em relação à pauta das discussões.

Foto: Reprodução/InstagramDonald Trump
Donald Trump

Ainda nesta quarta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom duro ao afirmar que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, “deveria estar muito preocupado”, reforçando a estratégia de pressão do governo norte-americano sobre o regime iraniano.

As conversas representarão o primeiro contato direto entre autoridades dos dois países desde junho do ano passado, quando o diálogo foi interrompido após ataques americanos a três instalações nucleares do Irã, em meio à escalada de tensões envolvendo Teerã e Israel.

O governo dos EUA insiste que um novo acordo só será possível se incluir restrições ao programa de mísseis balísticos iraniano e ao apoio do país a grupos armados na região, como o Hezbollah — exigências rejeitadas pelo regime iraniano.

As negociações acontecem em um contexto de reiteradas ameaças de ação militar por parte de Trump, caso não haja avanços para impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Como parte dessa pressão, Washington enviou um grupo naval ao Golfo Pérsico, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln.

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