O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (1º) que o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, configura uma “declaração aberta de guerra contra os muçulmanos” e legitima Teerã a retaliar Israel e os Estados Unidos.
Em comunicado, Pezeshkian declarou: “O assassinato do mais alto cargo político da República Islâmica do Irã e destacado líder e autoridade religiosa do mundo xiita, por parte do maldito eixo americano-sionista, é considerado uma declaração aberta de guerra contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todos os cantos do mundo”.
O mandatário qualificou o ocorrido como “a maior provação que o mundo islâmico enfrenta hoje” e justificou as represálias adotadas pelo país, que têm atingido países do Oriente Médio aliados dos Estados Unidos, onde há bases militares americanas.
“A República Islâmica do Irã considera o acerto de contas e a vingança contra os autores materiais e intelectuais deste crime histórico como seu dever e seu direito legítimo, e empregará todas as suas capacidades para cumprir com esta grande responsabilidade e obrigação”, completou Pezeshkian.
Período de transição
Após a morte de Khamenei, Pezeshkian assumiu a liderança do país durante o período de transição, ao lado do chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, e de um jurista do Conselho dos Guardiães, conforme informou a agência estatal IRNA.
O presidente elogiou a “grande e divina liderança” de Khamenei, afirmando que seu governo se apoiou “na vontade, no voto e na opinião do povo”, concedendo “dignidade e honra à nação iraniana e sendo um espinho no olho dos inimigos do Islã e do Irã”.
O filho de Pezeshkian, Yousef, disse ontem que tentativas de assassinar o presidente fracassaram e que ele está bem.
Confronto escalado
Na mesma manhã, o Irã continuou disparando ondas de mísseis contra Israel, acionando sirenes antiaéreas em cidades como Tel Aviv e Jerusalém, e provocando explosões no céu devido às interceptações.
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã com “uma força nunca antes vista” caso o país cumpra sua promessa de vingar a morte de Khamenei com ofensivas contra americanos e israelenses.
A situação mantém a tensão na região elevada, com risco de escalada militar ainda mais grave nos próximos dias.
Thais Guimarães
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