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Internacional

Governo do Irã diz ter atacado gabinete do primeiro-ministro de Israel

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou que o país não pretende negociar.

O Governo do Irã afirmou, nesta segunda-feira (2), que atingiu o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a mais recente onda de ataques com mísseis lançados pelas Forças Armadas iranianas. Até o momento, o governo israelense não confirmou oficialmente a informação.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã, principal força militar ideológica do regime islâmico, declarou que o gabinete do premiê e a sede do comandante da força aérea israelense foram alvos da operação.

Foto: Alan Santos/Presidência da RepúblicaBenjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu

“O gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e a sede do comandante da força aérea do regime foram atacados”, afirma a nota divulgada pelo grupo.

Irã rejeita diálogo com os Estados Unidos

No mesmo dia, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que o país não pretende negociar com os Estados Unidos, após a circulação de informações que indicavam uma possível abertura para conversas diplomáticas.

Larijani, considerado próximo ao líder supremo Ali Khamenei, criticou duramente a política externa norte-americana e o presidente Donald Trump.

“Trump mergulhou a região no caos com suas falsas esperanças. Com suas ações delirantes, transformou seu slogan ‘América primeiro’ em ‘Israel primeiro’ e sacrificou soldados americanos para os anseios de poder de Israel”, afirmou.

Conflito se intensifica

O Irã segue sendo alvo de bombardeios pelo terceiro dia consecutivo, em meio à escalada das tensões na região. Autoridades locais relatam danos significativos à infraestrutura e vítimas, incluindo integrantes de alto escalão do regime, embora os números oficiais ainda estejam sendo apurados.

A comunidade internacional acompanha o agravamento do conflito com preocupação, diante do risco de ampliação da crise e de impactos diretos na estabilidade do Oriente Médio.

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