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Internacional

EUA investigam presidente da Colômbia por ligação com narcotráfico, diz jornal

Apurações envolvem possíveis encontros e financiamento de campanha com recursos ilícitos.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, passou a ser alvo de investigações conduzidas por autoridades dos Estados Unidos por suspeita de envolvimento com narcotraficantes. As apurações, reveladas pelo jornal The New York Times, estão sendo conduzidas por escritórios de procuradores federais em Manhattan e no Brooklyn e analisam possíveis vínculos do líder colombiano com o crime organizado, além de eventual financiamento irregular de sua campanha presidencial.

De acordo com as informações, as investigações estão em estágio inicial e contam com o apoio de promotores especializados em tráfico internacional, além de agentes da Administração de Combate às Drogas (DEA) e da Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI). As autoridades apuram se houve encontros entre Petro e traficantes, bem como a possibilidade de solicitação de recursos provenientes do narcotráfico durante o período eleitoral.

Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilGustavo Petro, presidente da Colômbia
Gustavo Petro, presidente da Colômbia

Até o momento, não há confirmação de que os procedimentos resultarão em acusações formais contra o presidente colombiano. Também não foi estabelecida ligação direta entre as investigações e o governo do presidente Donald Trump, embora o cenário ocorra em meio a tensões diplomáticas entre os dois países.

Em janeiro, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua transferência para Nova York sob acusações relacionadas ao tráfico de drogas, Trump indicou que poderia adotar medidas semelhantes em relação a Petro. O episódio contribuiu para ampliar o clima de pressão política e diplomática envolvendo o governo colombiano.

Gustavo Petro, que no passado integrou o grupo guerrilheiro M-19, nega qualquer envolvimento com o narcotráfico. O presidente afirma que nunca manteve contato com traficantes e sustenta que sua campanha não recebeu recursos ilícitos, enquanto mantém críticas às acusações e às pressões externas sobre sua gestão.

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