As forças armadas dos Estados Unidos e de Israel intensificaram os bombardeios contra o Irã na noite de sábado (7). Os ataques atingiram, entre outros alvos, depósitos de petróleo próximos à capital Teerã. O conflito entre os países entrou na segunda semana.
De acordo com o governo israelense, os ataques contra a infraestrutura energética fazem parte da estratégia de ampliar a pressão sobre o regime iraniano. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva busca atingir “muitos outros alvos” para desestabilizar o governo do país persa e abrir espaço para mudanças políticas.
Conforme informações do The New York Times, o Exército israelense informou que os depósitos de combustível foram atacados porque estariam sendo utilizados pela Guarda Revolucionária Islâmica. Imagens divulgadas nas redes sociais neste domingo (8) mostram um incêndio de grandes proporções em um depósito de petróleo na capital iraniana.
Também no sábado, forças norte-americanas ampliaram os ataques contra uma série de alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea e instalações de mísseis, segundo autoridades militares dos EUA.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que um bombardeio dos Estados Unidos atingiu uma usina de dessalinização na ilha de Qeshm Island, no Golfo Pérsico. Segundo ele, a estrutura é essencial para o fornecimento de água potável na região e o ataque cria um “precedente perigoso”.
O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, declarou que o país pretende vingar a morte do líder iraniano Ali Khamenei, morto em ataques no dia 28 de fevereiro, primeiro dia da ofensiva conjunta entre EUA e Israel contra o Irã. Segundo Larijani, os Estados Unidos “devem pagar o preço”.
Retaliação iraniana
O Irã também manteve ataques de retaliação e lançou mísseis e drones contra países árabes do Golfo Pérsico que abrigam bases militares americanas.
Sirenes de alerta aéreo foram acionadas em Bahrein e Qatar. Já os Emirados Árabes Unidos informaram que interceptaram mísseis e drones iranianos que entraram em seu território. A Arábia Saudita também afirmou ter neutralizado vários drones.
Escalada do conflito
A escalada militar ocorre após semanas de tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Em fevereiro, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que avaliaria um possível ataque ao país persa caso não houvesse avanços nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Em discurso no Congresso norte-americano, Trump disse que o Irã ainda não havia garantido que nunca desenvolveria armas nucleares e alertou que o país possui mísseis capazes de ameaçar a Europa e bases militares dos EUA no exterior.
Apesar das declarações, autoridades iranianas afirmaram que ainda estariam dispostas a negociar com Washington, desde que os EUA reconheçam o direito do país de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendam as sanções econômicas.
Izabella Furtado
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