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Internacional

Conselho de Segurança da ONU vota uso da força no Estreito de Ormuz

Proposta prevê uso de força para proteger navegação; China, Rússia e França são contra.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar, neste sábado (04), uma proposta que pode liberar o uso de força militar para garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã. O texto, apresentado pelo Bahrein, autoriza “todos os meios defensivos necessários” para proteger a região e teria validade mínima de seis meses.

A proposta, no entanto, enfrenta resistência de três membros permanentes com poder de veto: China, Rússia e França. Os países rejeitam qualquer medida que abra espaço para ações militares na área. Segundo o jornal norte-americano The New York Times, as três nações se posicionam contra iniciativas que envolvam o uso de força para retomar o fluxo na rota marítima.

Foto: Reprodução/Google MapsEstreito de Ormuz
Estreito de Ormuz

O impasse é resultado de semanas de negociações. No centro da divergência está um trecho da resolução que permite o uso de “todos os meios necessários” para assegurar a passagem de navios e evitar novos bloqueios no estreito.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação coloca em risco interesses globais e exige uma “resposta decisiva”. Ele também declarou que o país teria atingido estruturas civis, incluindo aeroportos e portos.

Para ser aprovada, a proposta precisa de pelo menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

Desde o fim de fevereiro, os preços do petróleo vêm subindo após o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. A via marítima é a única conexão do Golfo Pérsico com o oceano aberto. Cerca de 20% de todo o petróleo mundial, o equivalente a 20 milhões de barris por dia, passa por uma faixa marítima de apenas 33 quilômetros de largura.

Após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, a Guarda Revolucionária Iraniana decidiu bloquear o estreito, repetindo um movimento semelhante ao ocorrido em junho de 2025, durante a Guerra dos Doze Dias. Na ocasião, a Operação Martelo da Meia-Noite atingiu três instalações nucleares iranianas.

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