O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa de 12,5% sobre importações brasileiras de produtos que, segundo Washington, tenham relação com cadeias de produção envolvendo trabalho forçado. A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e também atinge outras 59 economias.
A decisão tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelos Estados Unidos para investigar e aplicar medidas contra práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano. Segundo o USTR, os países atingidos não teriam adotado medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O anúncio ocorre após outra medida comercial adotada pelos Estados Unidos contra o Brasil. Em julho, Washington confirmou uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras, alegando a existência de práticas comerciais consideradas injustas pelo governo americano.
A nova sobretaxa poderá aumentar a pressão sobre setores exportadores brasileiros, caso entre em vigor. O governo dos Estados Unidos ainda deve detalhar a aplicação da medida e os produtos que serão afetados.
Além das questões comerciais, as relações entre os dois países passam por um período de tensão envolvendo temas como comércio digital, políticas ambientais e regras de mercado. As autoridades brasileiras acompanham as decisões americanas e avaliam possíveis medidas de resposta.
Fábio Wellington
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