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Internacional

Brasil nega vistos a representantes dos EUA após pedido de reunião sobre eleições

Segundo o Governo Federal, o pedido de visto ocorreu logo após um encontro entre políticos brasileiros.

O Ministério das Relações Exteriores confirmou neste sábado (25) que o governo brasileiro negou a concessão de vistos a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A decisão atingiu o subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson. Os vistos foram recusados na sexta-feira (24).

De acordo com o Itamaraty, o governo tomou conhecimento do interesse das autoridades norte-americanas em enviar os dois funcionários ao Brasil para reuniões com representantes da Justiça Eleitoral. O objetivo seria discutir temas relacionados à liberdade de expressão no contexto das eleições de outubro.

Segundo o governo brasileiro, o pedido de visto ocorreu logo após um encontro entre políticos brasileiros e diplomatas estrangeiros, no qual foram levantados questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas. Diante desse cenário, as autoridades entenderam que a visita poderia representar uma instrumentalização política em meio ao processo eleitoral e optaram por negar a entrada dos representantes.

O debate sobre o sistema eletrônico de votação voltou ao centro das discussões após declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Durante evento realizado em Brasília na segunda-feira (21), ele afirmou, sem apresentar provas, que as urnas eletrônicas brasileiras seriam produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic.

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu, na quarta-feira (22), que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras. O tribunal informou que os equipamentos foram desenvolvidos por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sob coordenação direta do TSE, o que, segundo a Corte, garante segurança, transparência e confiabilidade ao processo eleitoral.

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