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Açailândia - Maranhão

Empresário foge de fórum após ser condenado por tentativa de homicídio no Maranhão

O homem foi condenado a 9 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.

Um empresário identificado como Jonathan Silva Barbosa fugiu do Fórum de Açailândia, onde acontecia seu julgamento por tentativa de homicídio contra Gabriel Silva Nascimento. O homem, que foi condenado a 9 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, saiu do local antes da leitura da sentença e, até o momento, não foi localizado.

A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na segunda-feira (16). Os jurados desconsideraram o racismo como motivação do crime.

O acusado foi o último a ser ouvido. Contudo, antes da leitura da sentença, deixou o fórum sem ser notado. Após o julgamento, a Polícia Civil emitiu um mandado de prisão. Jonathan deve cumprir pena em regime fechado, sem a possibilidade de recorrer em liberdade.

O crime

O caso remonta a dezembro de 2021, quando Gabriel foi violentamente agredido na porta de casa, após ser acusado de tentar roubar o próprio carro.

Segundo a investigação, Jonathan e Ana Paula Costa Vidal, que moravam no mesmo prédio da vítima, retiraram o jovem do veículo e o espancaram com socos, chutes e pisões, mesmo após ele afirmar ser o proprietário do automóvel.

Gabriel afirmou ter dito aos agressores que era dono do carro e que o documento estava dentro do veículo, porém eles não deram atenção e o agrediram. As agressões só cessaram quando um vizinho interveio e confirmou a identidade da vítima.

O processo foi desmembrado, e Ana Paula será julgada separadamente. Apesar de a defesa apontar motivação racista, o júri não acatou essa tese. A defesa de Gabriel decidiu não recorrer da sentença; contudo, destacou a importância da prisão de Jonathan para o cumprimento da Justiça. O Ministério Público e a acusação também se manifestaram satisfeitos com a condenação, considerando-a justa e proporcional ao crime.

Outra condenação

Jonathan Silva Barbosa já foi condenado pela Justiça em 2019 por ter atropelado e matado um homem de 54 anos, em 2013. Ele deveria ter cumprido 2 anos e 8 meses de prisão; contudo, a sentença foi convertida em serviços comunitários e multa de um terço de um salário mínimo.

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