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Maranhão

Patroa acusada de torturar empregada após acusá-la de roubo foi condenada por furtar a própria irmã

Segundo as investigações, Carolina participou das agressões após acusar a empregada de roubar um anel.

A mulher investigada pela Polícia Civil do Maranhão por agredir uma empregada doméstica grávida de seis meses já havia sido condenada anteriormente por crimes de fraude, furto e abuso de confiança contra a própria irmã. Carolina Sthela Ferreira dos Anjos ganhou repercussão nos últimos dias após vir à tona um caso de violência contra a funcionária de 19 anos.

Segundo as investigações, Carolina participou das agressões após acusar a empregada de roubar um anel. O caso foi revelado nesta terça-feira (5/5) e inclui áudios enviados pela investigada em grupos de WhatsApp, nos quais ela relata as agressões. Em uma das mensagens, afirma: “Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada”.

Foto: Reprodução/Redes sociaisCarolina Sthela Ferreira dos Anjos
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos

De acordo com a Polícia Civil, a doméstica foi agredida com a ajuda de um amigo da patroa, que estava armado no momento da violência. A vítima foi obrigada a se ajoelhar enquanto sofria agressões físicas e ameaças. Conforme os relatos da investigação, o homem colocou a arma na boca da jovem e desferiu coronhadas, enquanto Carolina a agredia com tapas.

Prisão

Carolina Sthela foi presa, nesta quinta-feira (07), em Teresina, em cumprimento a mandado de prisão preventiva.

Condenação

Além do caso recente, Carolina já possuía condenação na Justiça do Maranhão desde 2020. Ela foi responsabilizada por desviar valores referentes às mensalidades da escola de natação Aquarius Natação, empresa da qual sua irmã era uma das sócias-proprietárias.

Na época, Carolina atuava como assistente de Recursos Humanos do estabelecimento e era responsável pelo recebimento das mensalidades, captação de clientes e outras funções administrativas. As investigações apontaram que ela e um comparsa desviaram recursos da empresa entre dezembro de 2020 e março de 2021, causando prejuízo superior a R$ 20 mil.

Os dois também foram acusados de furtar um notebook da escola. Pela decisão judicial, ambos foram condenados a 6 anos e 7 meses de prisão em regime inicial semiaberto, além do pagamento de indenização pelos danos materiais causados.

A investigada chegou a recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, mas o recurso não foi aceito. Com isso, a condenação foi mantida e o processo transitou em julgado em 2025, sem possibilidade de novos recursos.

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