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EUA descartam enviar excedente de vacinas a outros países

Jornais americanos chegaram a afirmar que governo Biden estudava distribuir a doses a outras nações, entre elas o Brasil.
Por Estadão Conteúdo

O governo americano descartou nesta sexta-feira, 12, a possibilidade de compartilhar com outros países doses excedentes da vacina contra covid-19 da AstraZeneca que não estão em uso no país. Em momentos diferentes, duas autoridades do governo americano indicaram que o governo Biden pretende resolver primeiro a situação doméstica, para só depois dividir doses com outros países.

Em entrevista coletiva, a porta-voz da presidência, Jen Psaki, disse que a avaliação do presidente Joe Biden é de que sua primeira obrigação é responder à crise dentro do país, apesar de desejar colaborar com outras nações. "É um equilíbrio complicado", disse Psaki.

"Queremos ter certeza de que temos a flexibilidade máxima e estamos super fornecidos e super preparados e que temos a capacidade de fornecer vacinas, as mais eficazes, para o público americano. Ainda há 1.400 pessoas morrendo em nosso país a cada dia e precisamos nos concentrar em resolver isso", disse Psaki.

Os EUA ainda não possuem autorização para uso emergencial da vacina da AstraZeneca, apesar de já terem garantido a compra de milhões de doses do imunizante da farmacêutica. O jornal The New York Times revelou hoje que há pedidos de países, endossados pela própria farmacêutica, para que os EUA enviem as doses do imunizante a locais que já possuem a autorização para uso, como o Brasil.

"Houve pedidos em todo o mundo, é claro, de vários países que solicitaram doses dos Estados Unidos. Não fornecemos doses do governo dos EUA a ninguém, isso não é sobre a Europa", afirmou a porta-voz, que havia sido especificamente questionada sobre o eventual compartilhamento de doses da vacina com os países europeus.

Também nesta sexta-feira, o o responsável pela força tarefa da Casa Branca para resposta à pandemia, Jeff Zients, afirmou que os EUA possuem um "pequeno estoque" de imunizantes da AstraZeneca. A ideia, segundo ele, é manter o estoque para que, se aprovada para uso, a vacina possa ser destinada aos americanos "o mais rápido possível".

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