A sigla é uma das principais aliadas do governo, mas integrantes do PSDB passaram a defender o desembarque após denúncias da delação premiada da JBS envolverem o nome do presidente.
A Polícia Federal pediu mais 10 dias, devido a não conclusão da perícia no áudio gravado por Joesley Batista, dono da JBS, em um encontro com o presidente.
O voo está no diário de bordo do avião particular de Joesley entregue pelo empresário ao Ministério Público Federal para confirmar a relação próxima que tinha com o presidente.
Agora Temer tem 24 horas para responder aos questionamentos que tratam da gravação da conversa entre ele e Joesley Batista e outros temas relacionados à delação.
Segundo o Estadão, a investigação é um desdobramento do acordo de colaboração premiada firmado pela Procuradoria-Geral da República e executivos do Grupo J&F, dono da JBS.
Os documentos que estariam relacionados ao presidente Michel Temer e a uma filha dele foram encontrados no escritório do coronel aposentado da PM, João Baptista Lima Filho.
A irmã de Aécio, Andrea Neves, o primo, Frederico Pacheco, e o ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (PMDB), Mendherson Souza Lima, também foram denunciados.
Nos últimos dias, o presidente tem sido aconselhado a procurar o governador e também o prefeito João Doria para impedir que a legenda rompa com o governo.
Com 33 páginas, o documento encaminhado pela defesa de Aécio afirma que não existe flagrante, que a Constituição proíbe a prisão, sustenta ainda que não houve tentativa de obstrução da Lava J
O encontro entre os dois aconteceu em março de 2015, onde Janot teria avisado Michel Temer que encaminharia pedidos de inquérito contra Eduardo Cunha e Renan Calheiros.
Ele afirmou que o caso da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista envolvem o presidente Michel Temer, o assunto terá que ser discutido pela instância máxima do STF, o plenário.