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Política

Eduardo Cunha cita repasse de R$ 5 milhões a Michel Temer

A citação foi feita por meio de mensagem enviada pelo celular.

O documento apresentado pela Procuradoria-Geral da República, ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que o vice-presidente da República, Michel Temer recebeu R$ 5 milhões do dono da OAS, José Adelmário Pinheiro, o Leo Pinheiro, um dos empreiteiros condenados em decorrência do escândalo da Petrobras.

Segundo a Folha de São Paulo, a informação do pagamento está em uma troca de mensagens ente Pinheiro e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Na mensagem, o peemedebista reclama que o empreiteiro pagou a Michel Temer e deixou "inadvertidamente adiado" o repasse a outros líderes peemedebistas.

Imagem: André Coelho/12-08-2015 / Agência O GloboEduardo Cunha e Michel Temer(Imagem:André Coelho/12-08-2015 / Agência O Globo)Eduardo Cunha e Michel Temer

Membros da Procuradora-Geral da República consideram que a citação nas mensagens sobre os R$ 5 milhões por Eduardo Cunha é suspeita e avaliam haver indicio de ser propina. Os motivos do pagamento e a data das trocas de mensagens estão sobre segredo de Justiça.

Resposta


Michel Temer disse que recebeu cinco doações da OAS ao PMDB e que foram declaradas a Justiça Eleitoral entre maio e setembro de 2014, totalizando valor semelhante citado por Pinheiro. Mas na troca de mensagens, mostra que os R$ 5 milhões foram repassados de uma só vez. O vice-presidente da República também negou qualquer recebimento de recurso ilícito.

Cunha investigado

Na manhã da última terça-feira (15) a Policia Federal deflagrou a operação Catilinárias que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) em Brasília. Os agentes ainda cumpriram mandados em endereços do peemedebista no Rio de Janeiro e na Diretoria Geral da Câmara dos Deputados.

A polícia apreendeu o celular de Eduardo Cunha. A ação é um desmembramento da Operação Lava Jato. Ao todo foram expedidos 53 mandados de busca e apreensão, referentes a processos da operação.

A Polícia Federal tem como objetivo evitar que os investigados destruam as provas. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal (9), e nos estados de São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1).

Além do presidente da Câmara, o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE; Celso Pansera (PMDB-RJ), ministro de Ciência e Tecnologia; Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia; Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ministro do Turismo; Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro indicado pelo PMDB, também foram alvos da operação.

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