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Governador Flávio Dino adota uso da hidroxicloroquina no combate à covid-19

O Kit de fármacos entregue para os infectados contém combinações de hidroxicloroquina, azitromicina, corticoide, vitaminas C e D e remédios para febre e dor, como dipirona e paracetamol.

Andressa Martins
Teresina
- atualizado

O governador Flávio Dino (PCdoB) do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, aderiu ao protocolo que inclui hidroxicloroquina entre os medicamentos indicados para o tratamento da covid-19. O novo protocolo adotado pela secretaria contempla pessoas com comorbidades e que estão entre o 1º e 5º dia de infecção do vírus.

O Kit de fármacos entregue para os infectados contém combinações de hidroxicloroquina, azitromicina, corticoide, vitaminas C e D e remédios para febre e dor, como dipirona e paracetamol. Um dos pré-requisitos para utilizar os medicamentos é não possuir doenças cardíacas, mas somente uma avaliação médica poderá confirmar se a medicação poderá ser prescrita para o paciente.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Governador do Maranhão Flávio DinoGovernador do Maranhão Flávio Dino

O diretor geral do Hospital Carlos Macieira, de São Luís, Edilson Medeiros, informou que os pacientes que podem fazer o uso dos medicamentos levam o kit para casa e seguem recebendo orientações médicas. Até este domingo (17) a unidade já havia recebido cerca de 150 pacientes infectados pela covid-19.

“Estamos recebendo os pacientes na fase inicial da doença, com sintomas leves, oriundos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e que possuem comorbidades tais como pressão alta, diabetes, entre outras. Aqui o paciente passa por criteriosa avaliação médica e realiza o exame de eletrocardiograma, para assim receber o kit. Os pacientes são informados da reação adversa e os que querem, levam o kit para tratamento em casa”, explicou.

Reações adversas

Assim como todo fármaco, a hidroxicloroquina pode causar reações adversas diante de seu uso. O médico Rodrigo Lopes, assessor especial da SES, ressaltou que as reações podem aparecer em um pequeno grupo de pacientes e que o uso deve ser acompanhado por um médico.

“Um pequeno grupo de pacientes pode apresentar problemas cardiológicos, oculares, por exemplo, por isso o uso precisa ser monitorado. A população não deve fazer o uso dessa medicação sem receita e monitoramento médico, pois existe um risco. O ideal é que o paciente não tenha doenças cardíacas, mas somente o médico pode fazer essa avaliação”, ressaltou.

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