Durante uma palestra em uma universidade americana dos Estados Unidos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ontem (22) que a PGR vai apresentar em breve mais duas denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"Nós enviamos várias denúncias contra ele e mais duas devem ser consideradas em breve pelo Supremo. Não podemos admitir que o terceiro homem na linha sucessória tenha um passado como o dele", declarou Janot, de acordo com o jornal ‘O Estado de S.Paulo’.
Em dezembro de 2015, Janot pediu ao STF o afastamento do pemedebista da presidência da Câmara alegando 11 fatos que provam que Cunha se aproveitou do cargo para Casa "para intimidar colegas, réus e advogados para não assinarem acordos de delação premiada ".
Cunha virou réu na Operação Lava Jato no dia 03 de março, após votação unânime no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Denúncias
A PGR aponta que os cinco milhões de dólares recebidos por Cunha fez parte de uma propina de cerca de 40 milhões acordados com o representante da Samsung Heavy Industries, Júlio Camargo, com o intermediador do caso, o lobista Fernando Baiano e com o diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.
Eduardo Cunha também é alvo de processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados sob a acusação de ter mentido aos colegas durante a CPI da Petrobras que não possuía contas bancárias no exterior. Pouco tempo depois foi descoberto que existem contas na Suíça das quais ele, a esposa Cláudia Cruz e a filha Danielle Cunha são beneficiários.
Outra denúncia que corre contra ele no STF é sobre o suposto recebimento de R$ 52 milhões de propina pela obra no Porto Maravilha, construída pela OAS, Odebrecht e Carioca Christiani Nielsen Engenharia.
"Nós enviamos várias denúncias contra ele e mais duas devem ser consideradas em breve pelo Supremo. Não podemos admitir que o terceiro homem na linha sucessória tenha um passado como o dele", declarou Janot, de acordo com o jornal ‘O Estado de S.Paulo’.
Imagem: Agência Brasil
Rodrigo Janot e Eduardo Cunha
Rodrigo Janot e Eduardo CunhaEm dezembro de 2015, Janot pediu ao STF o afastamento do pemedebista da presidência da Câmara alegando 11 fatos que provam que Cunha se aproveitou do cargo para Casa "para intimidar colegas, réus e advogados para não assinarem acordos de delação premiada ".
Cunha virou réu na Operação Lava Jato no dia 03 de março, após votação unânime no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Denúncias
A PGR aponta que os cinco milhões de dólares recebidos por Cunha fez parte de uma propina de cerca de 40 milhões acordados com o representante da Samsung Heavy Industries, Júlio Camargo, com o intermediador do caso, o lobista Fernando Baiano e com o diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.
Eduardo Cunha também é alvo de processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados sob a acusação de ter mentido aos colegas durante a CPI da Petrobras que não possuía contas bancárias no exterior. Pouco tempo depois foi descoberto que existem contas na Suíça das quais ele, a esposa Cláudia Cruz e a filha Danielle Cunha são beneficiários.
Outra denúncia que corre contra ele no STF é sobre o suposto recebimento de R$ 52 milhões de propina pela obra no Porto Maravilha, construída pela OAS, Odebrecht e Carioca Christiani Nielsen Engenharia.
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