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Polícia aponta que Rhuan Maycon foi esquartejado vivo pela mãe

O relatório final da Polícia Civil apontou que o crime foi realizado com a vítima ainda viva na residência onde as acusadas moravam.

Davi Fernandes
Teresina

A Polícia Civil do Distrito Federal anunciou nesta quinta-feira (13) o resultado final da investigação do caso Rhuan Maycon de 8 anos que foi esquartejado e decapitado pela mãe e pela madrasta no dia 31 de maio, em Samambaia.

O relatório final da Polícia Civil apontou que o crime foi realizado com a vítima ainda viva na residência onde as acusadas moravam. Quando Rhuan dormiu, a mãe lhe desferiu um golpe de faca nas costas. O menino rolou da cama e caiu no chão. Em seguida a mãe deu outras 11 facadas no tórax da criança e partiu a esquartejar o corpo.

Ainda conforme a Polícia Civil do Distrito Federal, com o filho esquartejado, as acusadas tentaram arrancar a pele do rosto da criança para fritar numa panela. A cabeça foi colocada em um balde e o resto do corpo em uma churrasqueira. O objetivo era descolar a pele dos ossos pelo calor. Na véspera do crime as acusadas compraram uma faca, carvão e um martelo para triturar os ossos do menino.

  • Foto: Divulgação/Polícia CivilRhuan MaiconRhuan Maicon

Os restos mortais da criança foram colocadas em duas mochilas escolares e uma mala de viagem, a mãe tentou dispensar tudo em um bueiro. As acusadas tentaram limpar o local do crime utilizando água sanitária, lavaram o sangue e eliminaram resíduos que pudessem incriminá-las.

Torturas

Muito antes de ser assassinado, Rhuan teve seu pênis cortado e seus testículos decepados, sendo que só urinava devido à forte pressão quando a bexiga estava cheia. Conforme a perícia, o ato fisiológico era um tormento para o garoto.

O menino não comparecia na escola e não recebia atendimento médico. A criança possuía um pequeno grau de autismo e por não ter acompanhamento, teve o desenvolvimento motor prejudicado, ou seja, prejudicou a fala da criança.

Fervor religioso

O delegado Guilherme de Sousa, da 26ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal, informou à imprensa de que a morte de Rhuan Maicon pode ter sido motivada por questões religiosas. O responsável pelo caso, explicou que a motivação ainda é uma incógnita e que, durante o depoimento, as mulheres apresentaram diversos motivos, sendo alguns plausíveis e outros não. Dentre eles, a polícia pontuou que foi o “exagerado fervor religioso” por parte delas.

Porém, a Polícia Civil também não descarta a hipótese de que o crime possa ter sido por conta de uma possível vingança do casal contra os avós, contra o pai de Rhuan ou pelo ódio que Rosana tinha pelo menino.

Entenda o caso

O menino Rhuan Maicon foi esquartejado pela própria mãe, identificada como Rosana da Silva Cândido, de 27 anos e pela companheira Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, de 28 anos na madrugada do dia primeiro de junho no Distrito Federal. O corpo da criança foi encontrado dentro de uma mala no quintal de uma casa situada quadra QR 425 em Samambaia, no DF. Na residência, além do casal, também estava uma outra criança de oito anos de idade. As mulheres foram detidas e levadas para a delegacia.

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