Polícia

Policiais militares são presos acusados de fraudar concurso no Piauí

Segundo informações da Polícia Civil, foram expedidos nove mandados de prisão.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
- atualizado

Oito policiais militares foram presos na manhã desta terça-feira (13), durante a "Operação Fraudulenti", deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR), em parceria com o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) e a Corregedoria da Polícia Militar do Piauí. Eles são acusados de fraude no concurso público da Polícia Militar em 2014.

Segundo a Polícia Civil, a 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina expediu nove mandados de prisão temporária, todos cumpridos, e 9 mandados de busca e apreensão. Foram cinco prisões em Teresina, duas em Simões e uma na cidade de São Luís, no Maranhão. Dos presos, oito são policiais militares. Participam da operação 30 policiais civis, com o apoio da Polícia Militar.

  • Foto: Brunno Suênio/GP1DeccorDeccor

A investigação se iniciou em 2015, após indícios de fraude no concurso da Polícia Militar do Piauí que foi realizado em 2014. A Polícia Civil descobriu que um funcionário da empresa que cuidou da confecção da prova, acabou furtando uma prova e entregou para a organização criminosa.

Para identificar quem teve o acesso as provas, a Polícia Civil realizou uma análise técnica nos gabaritos e uma análise documental. Com essa investigação os policiais acabaram descobrindo que algumas pessoas estavam com gabaritos iguais, e um nível de acerto superior a 90%. Após encontrar os suspeitos, foram investigados os vínculos entre eles.

Nesta terça-feira foram presos os policiais suspeitos de serem os “cabeças” da organização. Mais pessoas podem ser presas posteriormente. Assim que o inquérito for finalizado, os policiais que conseguiram passar com fraude podem passar por processo administrativo, que pode levar a anulação da nomeação deles.

Confira o nome dos presos:

1. Gitã Duarte Ferro (preso em São Luís, no Maranhão)

2. Antônio Francisco Mendes da Silva

3. Fernando Coutinho dos Santos

4. Danilo Barros e Silva

5. Braulio Siqueira Candido de Sousa (preso em Simões)

6. Gezza Duarte Ferro

7. Geová Gomes da Silva

8. Francisco de Assis Gonçalves da Silva (preso em Simões)

9. Antônio Yuri Rodrigues da Cruz Neto (que trabalhava na gráfica e repassou a prova)