Política

Sérgio Moro condena ex-presidente Lula a 9 anos de prisão por corrupção

O juiz, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, é o responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. A sentença é desta quarta-feira (12).

Raisa Brito
Chefe de Redação
- atualizado

O juiz federal Sérgio Moro condenou, nesta quarta-feira (12), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O juiz da 13ª Vara Federal, em Curitiba, é o responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

A ação penal envolve o caso da compra e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Também foram condenados Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS (10 anos de 8 meses de prisão) e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS (6 anos de prisão). Paulo Gordilho (arquiteto e ex-executivo da OAS), Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula), Fábio Hori Yonamine (ex-presidente da OAS Investimentos) e Roberto Moreira Ferreira, ligado à OAS foram absolvidos.

  • Foto: Werther Santana/Estadão ConteúdoLulaLula

“Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a nove anos e seis meses de reclusão, que reputo definitivas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz trecho da sentença de Moro.

O magistrado decidiu absolver Lula e José Adelmário Pinheiro Filho, Léo Pinheiro, também réu na ação, das imputações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial, por falta de prova suficiente da materialidade.

A força-tarefa da Lava Jato considera que Lula era o “líder máximo” do esquema sistematizado de corrupção descoberto na Petrobras e replicado em outras estatais e negócios do governo federal. Por meio dos desvios e arrecadação de propinas, o petista teria garantido a governabilidade de sua gestão e a permanência no poder, com o financiamento ilegal das campanhas suas e de aliados.

A confissão, em juízo, do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, foi devastadora para Lula nesse processo. O empreiteiro afirmou categoricamente a Moro que “o apartamento era do presidente”.

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