O juiz federal Sérgio Moro, disse que é "inaceitável" que políticos suspeitos de terem praticado crimes permaneçam na vida pública "sem consequências". Além disso, disse que o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, principal alvo da 31ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Operação Abismo", seria o destinatário de milhões de reais em propina desviados de disputas no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).
Moro afirmou que o petista está sem mandato parlamentar, mas ainda mantém influência política, e ressaltou que mantê-lo em liberdade é um "risco" e ainda decretou o bloqueio de bens do ex-dirigente do PT até o limite de 5 milhões de reais.
De acordo com a Veja, ao justificar a prisão do petista, o juiz destacou a vida partidária de Ferreira, seu mandato como deputado federal entre os anos de 2012 e 2014 e disse que ele é hoje suplente, e que a qualquer momento ele pode voltar a ocupar um cargo político.
"Mesmo atualmente sem mandato, não se pode dizer que não tem mais influência ou poder político, considerando sua permanência nas estruturas partidárias e seu histórico político desde 1982, bem como a relevância dos cargos que já exerceu, incluindo o de Secretário de Finanças do Partido dos Trabalhadores. Mais do que isso, apesar de não ter sido reeleito para a legislatura iniciada em 2015, obteve a posição de suplente, havendo risco para a sociedade de que circunstancialmente volte a exercer o mandato de parlamentar federal", finalizou Moro.
Moro afirmou que o petista está sem mandato parlamentar, mas ainda mantém influência política, e ressaltou que mantê-lo em liberdade é um "risco" e ainda decretou o bloqueio de bens do ex-dirigente do PT até o limite de 5 milhões de reais.
Imagem: Veja
Sérgio Moro decreta bloqueio de bens do ex-tesoureiro do PT
"Inaceitável que agentes políticos em relação aos quais existam graves indícios de envolvimento em crimes contra a Administração Pública e lavagem de dinheiro permaneçam na vida pública sem consequências", disse Moro ao acatar pedido do Ministério Público para que uma nova prisão fosse decretada contra Paulo Ferreira.
Sérgio Moro decreta bloqueio de bens do ex-tesoureiro do PTDe acordo com a Veja, ao justificar a prisão do petista, o juiz destacou a vida partidária de Ferreira, seu mandato como deputado federal entre os anos de 2012 e 2014 e disse que ele é hoje suplente, e que a qualquer momento ele pode voltar a ocupar um cargo político.
"Mesmo atualmente sem mandato, não se pode dizer que não tem mais influência ou poder político, considerando sua permanência nas estruturas partidárias e seu histórico político desde 1982, bem como a relevância dos cargos que já exerceu, incluindo o de Secretário de Finanças do Partido dos Trabalhadores. Mais do que isso, apesar de não ter sido reeleito para a legislatura iniciada em 2015, obteve a posição de suplente, havendo risco para a sociedade de que circunstancialmente volte a exercer o mandato de parlamentar federal", finalizou Moro.
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