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Recife - Pernambuco

Câmara de Recife analisa pedido de impeachment do prefeito João Campos

A denúncia foi protocolada após a repercussão de uma suposta fraude em concurso público.

O presidente da Câmara Municipal de Recife, vereador Romerinho Jatobá (PSB), vai ler o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB) na primeira sessão do Legislativo municipal em 2026, marcada para o dia 3 de fevereiro.

Após a leitura em plenário, o presidente da Casa deve instaurar uma votação nominal para decidir se será admitida a abertura de investigação contra o prefeito. Para que o pedido passe a tramitar, é necessário o apoio da maioria simples dos 37 vereadores que compõem a Câmara de José Mariano.

Foto: Reprodução/InstagramO prefeito de Recife (PE), João Campos (PSB)
O prefeito de Recife (PE), João Campos (PSB)

Pedido de impeachment

A denúncia foi protocolada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), após a repercussão de uma suposta fraude em concurso público para o cargo de procurador-municipal.

Segundo a acusação, a gestão de João Campos teria nomeado, para uma vaga reservada a Pessoa com Deficiência (PCD), o candidato Lucas Vieira Silva, que apresentou o laudo de deficiência três anos após a realização do concurso, ocorrido em dezembro de 2022.

Suposta irregularidade

Conforme a denúncia, Lucas Vieira Silva disputou inicialmente o certame como candidato de ampla concorrência, ficando na 63ª colocação, e apenas posteriormente solicitou a mudança de modalidade. Em maio de 2025, ele teria apresentado à prefeitura um laudo médico atestando Transtorno do Espectro Autista (TEA), documento que foi confirmado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Lucas Vieira Silva é filho do juiz Rildo Vieira da Silva e de Maria Nilda Silva, procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco.

Segundo a colunista Andreza Matais, a justificativa do laudo foi aceita pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes. A homologação do concurso foi publicada em 19 de dezembro, colocando Lucas Vieira Silva em primeiro lugar entre os candidatos PCD.

Após a repercussão do caso, vereadores de Recife levaram a denúncia ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Diante da pressão, o prefeito João Campos anulou a nomeação. Com o cancelamento, a vaga de procurador municipal foi destinada a Marko Venicio dos Santos, único candidato PCD classificado na primeira homologação do concurso

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