O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí ( Sintetro ) convocou uma assembleia geral para esta sexta-feira (22), momento em que a categoria irá decidir se vai atender as propostas discutidas entre os demais envolvidos no transporte público de Teresina. Caso os trabalhadores não concordem com o que for apresentado, motoristas e cobradores de ônibus da capital piauiense podem deflagrar greve na próxima segunda-feira (25).

As audiências de negociação foram mediadas pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-PI), desembargador Téssio Torres, e o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT-PI), José Wellington Carvalho Soares. Juntos, eles apresentaram uma proposta mínima de reajuste salarial de 7% aos trabalhadores que recebem acima do salário mínimo nacional. O ticket alimentação passaria para R$ 800,00 e o auxílio saúde chegaria a R$ 160,00.

Foto: Lucas Dias/GP1
Ônibus no Centro de Teresina

Conforme adiantado pelo secretário de Comunicação do Sintetro, Cláudio Gomes, nenhuma dessas proposições foi mantida, e a perspectiva da entidade sindical é de que a categoria não irá acatar com a proposta firmada, com grandes possibilidades de paralisação total do transporte público de Teresina. “Infelizmente há chances de a greve ser deflagrada dia 25 de maio. Na audiência de hoje os empresários mudaram tudo para pior”, afirmou o secretário.

Baseada na proposta da Prefeitura de Teresina de reajuste de 5% no subsídio pago às empresas de ônibus, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina ( Setut ) propôs reajuste salarial de 4,11% para a categoria, com aumento de R$ 120,00 no ticket alimentação, que chegaria a R$ 770,00 e acréscimo de R$ 15 no plano de saúde, totalizando R$ 140,00.