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Teresina - Piauí

Capitão Allisson Wattson é indiciado pela morte de Camilla Abreu

A conclusão do inquérito aponta para materialidade do homicídio doloso praticado pelo capitão da Polícia Militar, Allisson Wattson, sendo indiciado por três crimes.

Foi entregue, nesta quinta-feira (30), à Corregedoria da Polícia Civil, o inquérito policial sobre a morte da estudante Camilla Abreu. O inquérito foi presidido pelo delegado Emerson e sob coordenação do delegado Francisco Costa, o Barêtta.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegado BarêttaDelegado Barêtta

Segundo informações da secretaria de Segurança do Estado do Piauí, o material será encaminhado também ainda hoje ao Poder Judiciário. Foram analisados os laudos periciais, ouvidas testemunhas, inclusive o acusado, além de outros procedimentos de investigação.

A conclusão do inquérito aponta para materialidade do homicídio doloso praticado pelo capitão da Polícia Militar, Allisson Wattson, sendo indiciado por três crimes: Homicídio duplamente qualificado por feminicídio e sem chances de defesa à vítima, ocultação de cadáver e fraude processual.

Relembre o caso

A estudante de direito, Camilla Abreu, desapareceu no dia 26 de outubro. Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, na zona leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allisson Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias, retornando apenas na sexta-feira (27) e afirmou não saber do paradeiro da jovem.

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. O capitão foi visto em um posto de lavagem às margens do Rio Parnaíba, a fim de lavar seu carro sujo de sangue. Allisson disse ao lavador de carros que o sangue era decorrente de pessoas acidentadas que ele havia socorrido.

  • Foto: FacebookAllisson e Camilla AbreuAllisson e Camilla Abreu

Na tentativa de ocultar as provas do crime, o capitão trocou o estofado do veículo e tentou vendê-lo na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu pelo forte cheiro de sangue que permanecia no carro.

Durante investigação, a polícia quis periciar o carro, mas Allisson disse ter vendido o veículo, mas não lembrava para quem. No dia 31 de outubro, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allisson foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante.

Na manhã de 1º de novembro, o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu.

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