O ex-cabo do exército, Wanderson Lima Fonseca, foi condenado a 6 anos e 5 meses, como já foram cumpridos sete meses, ainda faltam 5 anos e 9 meses de prisão em regime semiaberto por balear três pessoas durante a prévia carnavalesca Banda Bandida, ocorrida em janeiro deste ano em Teresina. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (06), no Tribunal Popular do Júri, no Fórum Cível e Criminal Desembargador Joaquim de Sousa Neto.
- Foto: Marcelo Cardoso/GP1
Julgamento do ex-cabo Wanderson Lima
O promotor Márcio Carcará, responsável pela acusação, afirmou que “no julgamento todas as teses do Ministério Público foram acatadas pelos jurados por maioria de votos, 4 a 0, nos quesitos autoria, materialidade, também reconhecendo que Wanderson tentou matar, negando a absolvição do acusado e a tese do privilégio”.
O advogado de defesa, Marcos Vinícius Brito, explicou que Wanderson cumpriu uma parte da pena em regime fechado na Penitenciária Irmão Guido e que, agora, será transferido para a Colônia Agrícola Major César de Oliveira.
A defesa irá decidir, junto com a família de Wanderson, se vai recorrer a decisão judicial nos próximos dias. “Como a defesa tem um prazo de cinco dias e eu fiz dois juris seguidos, um na quarta e outro na quinta, eu não tive tempo de me reunir com a família. Mas, eu vou me reunir com eles na segunda-feira e decidir”, concluiu o advogado.
Entenda o caso
Na noite do dia 13 de janeiro de 2018, o ex-cabo do Exército Wanderson Lima Fonseca efetuou disparos contra foliões durante a prévia carnavalesca Banda Bandida, no centro de Teresina. As vítimas foram identificadas como Jardel de Oliveira Marques, Paulo Roberto da Costa e Ramile Rodrigues Dantas.
No dia 16 de janeiro, Wanderson se apresentou no 1º Distrito Policial, mas foi preso por conta de um mandado de prisão preventiva.
Laura Moura
Ver todos os comentários | 0 |