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Teresina - Piauí

Corretores de veículos realizam ato contra privatização em Teresina

O sindicato informou que, diretamente, 350 corretores serão afetados e que, indiretamente, mais de mil autônomos sofrerão com a privatização do espaço.

Os corretores de venda de veículos que ficam no estacionamento do Ginásio Dirceu Arcoverde, o ‘Verdão’, realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (29), contra a privatização do espaço. Uma empresa cercou o local e quer cobrar uma taxa de R$ 110,00 mensais aos autônomos.

A Rua Jonatas Batista, situada no centro/norte de Teresina, foi interditada pelos manifestantes, que queimaram pneus e colocaram outros materiais para realizar o bloqueio.

Em entrevista ao GP1, o presidente do Sindicato dos Corretores de Veículos do Piauí, Ivan Cabral, explicou que a classe foi pega de surpresa.“Nós estamos aqui há 25 anos, nós temos documentos, nós não viemos para cá à toa. Aqui não existia nada, conseguimos asfalto, iluminação, a sede do sindicato e hoje chega uma empresa e quer tirar nós daqui. Em todo o lugar do Brasil existe a Feira Livre de Veículos e agora querem nos tirar isso”, afirmou.

  • Foto: Brunno Suênio/ GP1Presidente do Sindicato dos Corretores de Veículos do PiauíPresidente do Sindicato dos Corretores de Veículos do Piauí

A colocação das grades é fruto da Parceria Público Privada (PPPs), firmada pelo Governo do Estado, na qual o Verdão passará a ser administrado pela empresa MSI. O assessor de imprensa do sindicato, Ronaldo Carvalho, explicou que o cercado faz com que as vendar sejam dificultadas, visto que, como se trata de uma feira livre, taxas não devem ser cobradas.

  • Foto: Brunno Suênio/ GP1Ronaldo CarvalhoRonaldo Carvalho

“A MSI ganhou o direito de explorar o Verdão. Fez uma concessão de 20 anos. Então, o que acontece é que, junto com isso, ela cercou a área do estacionamento do Verdão. Essa área foi concedida para nós desde o ano de 1993, pelo prefeito Wall Ferraz, para que nós pudéssemos sair da Praça Saraiva e viesse para cá. A nossa feira é uma feira livre e ela não pode ser cercada. Veja bem, se você quiser negociar um carro hoje, não terá um acesso livre. Como vamos negociar?”, contou.

  • Foto: Brunno Suênio/ GP1PM foi acionada para acompanhar a manifestaçãoPM foi acionada para acompanhar a manifestação

A categoria decidiu entrar com uma ação Ministério Público do Estado. O sindicato ainda informou que, diretamente, 350 corretores serão afetados e que, indiretamente, mais de mil autônomos sofrerão com a privatização do espaço.

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