A juíza Junia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 4ª Vara da Comarca de Teresina, condenou José Carlos Pires Barbosa e Cleyson Ramon de Sousa Carvalho a mais de oito anos de prisão pelos crimes de extorsão mediante sequestro contra um funcionário do banco Bradesco em Teresina, no dia 17 de dezembro de 2019. A decisão foi dada no último dia 3 de dezembro.
A magistrada passou a analisar a punição dos réus de forma individualizada, e com isso fixou a pena de José Carlos Pires Barbosa em 8 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.
Já Cleyson Ramon de Sousa Carvalho foi condenado a mesma pena, porém, foi lhe dado o direito de recorrer em liberdade. Nesse quesito a juíza pontuou que não existem requisitos para a decretação de sua prisão preventiva, pois ele respondeu todo o processo em liberdade e não causou nenhum problema a ordem pública.
Denúncia do Ministério Público
Na denúncia formulada pelo Ministério Público do Piauí, consta que no dia do crime o funcionário da instituição bancária e sua esposa estavam no estacionamento do Assaí Atacadista, quando foram abordados pelos criminosos. O bancário foi questionado se era gerente do Bradesco, porém disse que era somente funcionário.
Com isso, os bandidos obrigaram o casal a levá-los até sua residência em um veículo de modelo Duster. No local, vários pertences foram roubados, como jóias, celulares, notebooks, televisão e dinheiro em espécie.
Defesa dos réus
A defesa dos réus alegou falta de provas que possam fundamentar a condenação, contudo, a magistrada destacou que a sentença foi baseada em depoimentos e provas documentais que foram produzidas durante a investigação da Polícia Civil.
“Em que pese a alegação defensiva, de falta de provas contundentes capaz de fundamentar uma condenação, como exaustivamente relatado no corpo desta sentença, os depoimentos colhidos em juízo reforçados pelas provas documentais produzidas durante o trâmite do Inquérito Policial, são robustas para tolher qualquer dúvida quanto à materialidade e autoria dos crimes imputados aos acusados”, destacou.
Tentaram matar outra vítima em Caxias (MA)
A Polícia Civil do Piauí identificou que o mesmo grupo é responsável por uma tentativa de sapatinho ao gerente do Banco do Brasil de Caxias, no Maranhão, no dia 7 de janeiro deste ano.
“As nossas investigações avançaram e teve uma tentativa de sapatinho em Caxias no dia 7 desse mês. O gerente reagiu ao ser abordado no interior da sua residência. Ele tentou tomar a arma dos bandidos, foi atingido e começou a gritar muito. Os vizinhos saíram para a rua e os bandidos fugiram. Com as investigações e a parceria com as delegacias de Caxias e de Timon, conseguimos chegar a duas pessoas presas”, disse o delegado Tales Gomes.
Relembre o caso
Os dois foram presos em janeiro deste ano pelo Grupo de Repreensão ao Crime Organizado – GRECO – acusados de crime de extorsão mediante sequestro, modalidade conhecida como “sapatinho” contra um funcionário do Bradesco.
O caso apurado pela Polícia Civil se trata da vítima que foi rendida no dia 17 de dezembro de 2019 em um supermercado de Teresina. A vítima foi levada para casa e teve a família feita de refém. O mesmo grupo criminoso também é autor do sequestro ao gerente do Banco do Brasil de Caxias-MA no dia 07 de janeiro de 2020.
As prisões ocorreram nas cidades de Teresina e Timon, após investigações do GRECO. Os levantamentos identificaram que os suspeitos tinham como alvos pessoas que tinham movimentação junto aos cofres das instituições financeiras e eram consideradas o meio de acesso dos bandidos para o dinheiro dos bancos.
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