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Barêtta critica soltura do dono do Frango Potiguar: "foi um crime hediondo"

A Justiça decretou a prisão do empresário por 30 dias, mas o delegado Luís Guilherme liberou o acusado.

Durante entrevista exclusiva ao GP1, na noite desta terça-feira (25), o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Francisco Costa, o Barêtta, declarou que é contrário a soltura do empresário João Paulo de Carvalho Gonçalves Rodrigues, 35 anos, dono do Frango Potiguar. O empresário foi preso por meio de um mandado de prisão, acusado de participação na morte dos adolescentes Anael Natan Colins Souza da Silva, 17 anos, e Luian Ribeiro de Oliveira, de 16 anos.

Conforme consta no mandando de prisão, o juiz Valdemir Ferreira Santos decretou a prisão temporária do suspeito por 30 dias. Porém, o delegado Luís Guilherme, que preside o inquérito, entendeu que não havia elementos suficientes para manter João Paulo preso e determinou sua soltura por volta das 17h20 desta terça-feira, após ele prestar depoimento no DHPP.

De acordo com Barêtta, o empresário não deveria ter sido solto já que é acusado de um crime hediondo. “Sou contrário a soltura, pois foi um crime hediondo, homicídio e ocultação de cadáver, a participação do indivíduo preso é clara. Portanto, deixaria que o juiz revogasse a medida cautelar”, declarou o delegado.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Barêtta, coordenador do DHPP
Delegado Barêtta, coordenador do DHPP

O delegado falou ainda que João Paulo não contribuiu com as investigações e que as provas contra ele são robustas. “No meu entendimento ele não contribuiu com a investigação, apenas apontou o nome das pessoas que concorreram para a prática dos crimes, pois viu que as provas contra ele eram muito fortes. Contudo, o delegado Luiz Guilherme, que preside o inquérito policial, entendeu assim e soltou”, lamentou o delegado Barêtta.

Prisão de João Paulo

O empresário João Paulo de Carvalho Gonçalves Rodrigues, 35 anos, dono do Frango Potiguar, foi preso nessa terça-feira (25), por meio de um mandado de prisão, acusado de participar da morte dos adolescentes Anael Natan Colins Souza da Silva, 17 anos, e Luian Ribeiro de Oliveira, de 16 anos. Ao todo foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em residências ligadas ao empresário no bairro Jóquei, zona leste de Teresina.

Foto: Reprodução/FacebookJoão Paulo
João Paulo

Conforme o suspeito, os dois jovens escalaram o muro da casa dele com o intuito de realizar um roubo e ele, acompanhado de outras pessoas, conseguiu dominar os dois. Durante depoimento, o empresário acusou um tio e um primo de realizarem o crime e afirmou que só forneceu o carro em que os jovens foram transportados até o local do crime.

Os rapazes foram mortos no local onde os corpos foram achados.

O desaparecimento

Os familiares dos garotos chegaram a pedir ajuda ao GP1 a fim de localizar os meninos, que desapareceram na madrugada do dia 13 de novembro. Os corpos dos adolescentes Luian Oliveira e Anael Natan foram encontrados no dia 15 de novembro de 2021 em estado de decomposição no KM 12 da rodovia PI 112, próximo ao Povoado Anajás, zona rural leste de Teresina.

Foto: Reprodução/WhatsAppAdolescentes desaparecidos
Adolescentes desaparecidos

Segundo relatos da mãe de Anael, Gilmara Sousa, os rapazes eram amigos, moravam no Planalto Uruguai, zona leste da capital, e costumavam sair juntos. No último dia em que foram vistos, eles saíram em uma motocicleta para o bar Skina do Caranguejo, depois seguiram para o Depósito Mais, na Avenida Dom Severino, e teriam ido a um sítio, onde estava acontecendo uma festa.

Confira o mandado de prisão

Foto: Reprodução/WhatsAppMandado de prisão
Mandado de prisão

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