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Teresina - Piauí

Familiares de Anael e Luian pedem revogação de prisão domiciliar de advogado

A manifestação ocorreu às 12h30 desta quinta (28), no bairro Vale Quem Tem, zona leste de Teresina.

Helio Alef/ GP1 1 / 5 Familiares dos adolescentes sob forte comoção Familiares dos adolescentes sob forte comoção
Helio Alef/ GP1 2 / 5 Pai e mãe de Luian e o pai de Anael Pai e mãe de Luian e o pai de Anael
Helio Alef/ GP1 3 / 5 Maria da Cruz, mãe de Luian Maria da Cruz, mãe de Luian
Helio Alef/ GP1 4 / 5 Lágrimas no rosto da mãe de Luian Oliveira Lágrimas no rosto da mãe de Luian Oliveira
Helio Alef/ GP1 5 / 5 Tenente Ailton Silva, pai de Anael Colins Tenente Ailton Silva, pai de Anael Colins

Familiares e amigos dos adolescentes Anael Natan Colins Souza da Silva, de 17 anos, e Luian Ribeiro de Oliveira, de 16 anos, que foram brutalmente assassinados na madrugada do dia 13 de dezembro de 2021, realizaram uma manifestação no fim da manhã desta quinta-feira (28), no bairro Vale Quem Tem, zona leste de Teresina. O ato ocorreu para reivindicar a revogação do decreto de prisão domiciliar em favor do advogado Francisco das Chagas Sousa, que é um dos acusados de participação no crime.

A determinação foi concedida pelo Juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto, no último dia 25 de abril. A medida gerou grande revolta entre os familiares e amigos das vítimas, que juntos, clamam por Justiça, solicitando o cumprimento de prisão preventiva.

Em entrevista ao GP1, Ailton Silva, que é tenente da Polícia Militar e pai do adolescente Anael Silva, relatou que a família está revoltada com a situação, e afirmou que as manifestações vão continuar até que as medidas necessárias sejam tomadas.

“Com certeza essa decisão aí é um é um tapa na cara da sociedade. Por isso, nós estamos aqui lutando, lutando em homenagem, em memória do nosso filho para que ele [Francisco das Chagas] não possa ficar impune e nem seja cometida uma injustiça. Isso não pode parar enquanto não for decretada mesmo a pena máxima pra ele. Nós vamos lutar até o fim, vamos lutar fazendo manifestação reivindicando junto a sociedade”, desabafou.

No ato, cerca de mais de 20 pessoas estiveram presentes sob forte comoção, abalados com a decisão e revivendo momentos de dor.

Maria da Cruz, de 40 anos, mãe do adolescente Luian Ribeiro, ressaltou que a decisão judicial é uma grande injustiça. Ela alegou que o sofrimento é grande mesmo depois de seis meses da partida precoce do filho, e que ver a situação é muito doloroso.

"Agora eles estão querendo dizer que o que ele tem um problema de saúde, mas ele está junto a família dele e a gente que perdeu nosso filho e não podemos mais estar junto dele. É muita injustiça, é muita dor, é muita crueldade e não dá para a gente entender essa Justiça. E assim o que eu peço, peço por todas as mães, todos os pais, é pela Justiça! Pensar na dor que a gente está sentindo nesses seis meses sem esses meninos", desabafou a mãe, inconsolável.

Maria afirmou que a decisão do Juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto é um desrespeito a dor de todos os familiares e amigos: "Foi um desrespeito a todos os familiares, a todos os pais de família", disse Maria, que continuou: "que o juiz pense na dor que a gente está passando. Foram dois assassinatos e não tem explicação para o que eles fizeram, não tem! Foram duas vidas tiradas de uma forma cruel! Então, não tem nada que justifica a liberdade deles nem a prisão domiciliar, nem doença, nem nada, não justifica! E a gente tá aqui com o pedido de Justiça, pelo amor de Deus", finalizou a mãe de Luian.

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