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Teresina - Piauí

Caso Kamila Carvalho: PMs serão intimados pelo Núcleo de Feminicídio

Ela foi encontrada morta em casa, no bairro Aeroporto, na zona norte de Teresina, com um tiro na cabeça.

O delegado Jorge Terceiro, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta segunda-feira (30) que a polícia ainda vai ouvir os policiais militares que atenderam ao caso da morte de Kamila Carvalho, encontrada morta dentro de casa, no bairro Aeroporto, na zona norte de Teresina, no dia 20 de outubro deste ano.

De acordo com o delegado, um ofício já foi encaminhado ao comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar do Piauí solicitando a presença dos policiais. “Ainda faltam algumas oitivas para serem tomadas ainda pela equipe, dentre elas as dos próprios policiais militares que chegaram primeiro ao local. Nós já oficiamos o comando deles para que eles compareçam”, afirmou Jorge Terceiro.

Foto: Alef Leão/GP1Delegado Jorge Terceiro
Delegado Jorge Terceiro

O laudo sobre vestígios de pólvora na mão de Kamila foi negativo, contudo, segundo o delegado, não é possível delimitar ainda se realmente houve crime, já que podem ocorrer falhas no referido exame. “O laudo residual gráfico apontou ausência de resíduos na mão de Kamila, mas esse tipo de laudo, às vezes, é falho, porque os resíduos podem se perder pelos mais diversos motivos e acabar não sendo detectados na realização desse tipo de perícia”, explicou Jorge Terceiro.


“Nós temos ainda outras perícias complementares no local do fato que estão pendentes de conclusão que juntamente com outros elementos de informações como declarações de familiares nos levarão a uma solução correta”, pontuou o delegado Jorge Terceiro.

Questionado se a polícia não está convencida ainda de que houve um crime de homicídio, o delegado respondeu que ainda é cedo para se chegar a uma conclusão. “Só ao final de toda a investigação é que haverá possibilidade de emitir juízo de certeza, portanto, qualquer juízo emitido no momento será precário”, declarou.

Prisão do marido

O empresário Eliesio Marinho da Silva, de 31 anos, marido de Kamila Carvalho foi preso na manhã de 23 de outubro após prestar depoimento à delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele foi preso em virtude de mandado de prisão temporária.

Foto: Alef Leão/GP1Eliesio Marinho da Silva
Eliesio Marinho da Silva

Eliesio Marinho chegou ao DHPP acompanhado de seu advogado, por volta de 10h15. Ele foi intimado para explicar as circunstâncias que levaram à morte da esposa, que foi encontrada com uma faca na mão e uma pistola .380, próxima ao corpo, na madrugada da última sexta-feira (20).

Exame cadavérico

Laudo cadavérico produzido no Instituto de Criminalística apontou que o disparo de arma de fogo, que matou a jovem Kamila Carvalho do Nascimento, foi efetuado a uma distância superior a 40cm, rechaçando a versão apresentada pelo marido, que em depoimento garantiu que a esposa havia cometido suicídio. “Segundo o laudo, não há características de um disparo a curta distância. Segundo o laudo, foi um disparo realizado a cerca de 40 cm, então não vemos muito sentido em um disparo realizado pela própria vítima”, explicou.

Entenda o caso

Kamila Carvalho do Nascimento, de 22 anos, foi encontrada morta, com um disparo de arma de fogo na cabeça, na madrugada da última sexta-feira (20), dentro da casa onde morava com o marido e a filha de 2 anos, no bairro Aeroporto, na zona norte de Teresina.

Foto: Reprodução/Redes sociaisKamila Carvalho
Kamila Carvalho

O marido de Kamila, que é corretor de veículos, acionou um advogado e deixou a residência antes da chegada do DHPP. “O marido entrou em contato com o advogado para que ele avisasse à Polícia Militar [e depois foi embora da casa]. Ele disse que ela havia cometido suicídio, mas toda morte violenta nós tratamos como homicídio, até que se prove o contrário”, afirmou o delegado Barêtta à imprensa na ocasião.

Ainda conforme o delegado, a mulher foi encontrada nua em um dos quartos do imóvel, segurando uma faca, mas os indícios apontam que ela foi morta com um disparo de arma de fogo na cabeça. “Essa senhora estava no quarto, completamente despida, caída próxima à cama com uma faca na mão e uma pistola [PT 380] caída ao lado. Encontraram também um estojo deflagrado e, segundo consta, há compatibilidade de disparo de arma de fogo, mas quem vai dizer são os peritos”, finalizou Barêtta.

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