Fechar
GP1

Teresina - Piauí

Justiça manda para o banco dos réus 36 pessoas acusadas de aplicar golpes contra clientes da Humana Saúde

Denúncia foi recebida pelo juiz João Manoel de Moura Ayres, da Vara de Delitos de Organização Criminosa.

A Justiça do Piauí recebeu, no dia 10 de outubro, denúncia do Ministério Público e mandou para o banco dos réus 36 pessoas acusadas de envolvimento em um esquema criminoso de golpes contra clientes da Humana Saúde. A princípio, eles respondem pelos crimes de estelionato e organização criminosa.

A denúncia foi recebida pelo juiz João Manoel de Moura Ayres, da Vara de Delitos de Organização Criminosa da Comarca de Teresina.

Foto: GP1Humana Saúde em Teresina
Humana Saúde em Teresina

Se tornaram réus os seguintes denunciados: Felipe dos Santos Freitas, Luís Carlos do Nascimento Oliveira, Christian Andreo Silva, Gabriel Andreo Silva, Rafael Andreo Silva, Pablo Teodoro da Silva Ferreira, Letícia Alive de Oliveira Lima, Leonardo da Silva Antônio, Bruno Bernardino Fernandes da Silva, Eloy Anthony Sorrilha do Amaral, Elizabeth Filgueira Andreo, Felipe Pereira Guimarães, Taynara Eugênia Pereira da Silva, Bianca Alves Cunha, Bruna de Jesus Santana, Victor Lins Reis, Pâmela França Carneiro, Jandecleia Ribeiro Prisco, Kaick Ribeiro Prisco, Caroline Ribeiro Prisco, Melissa Faria Bortolucci, Caio Henrique Martins, Stepheny Gouvea Alves Inocêncio, Pedro João dos Santos Silva, Danilo de Santana Pereira, Bianca Jesus Santos, Wander Rodney Sampaio, Kathleen Carolayne Conceição Rodrigues Oliveira, Everton Richard Avelino Eugênio, Jhonatas Oliveira Lazzarine, Brendon Ferreira Conceição, Wesley Ferreira da Silva, Rodrigo Lemos da Silva, Fernando Firmino Bastos, Alexsandro Canavesi de Souza e Eguiberto Santana da Silva.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os réus praticavam fraudes digitais mediante a criação de sites falsos que simulavam a plataforma oficial da operadora Humana Saúde, induzindo consumidores ao erro em pagamentos de boletos bancários.

As quantias eram desviadas para contas vinculadas aos denunciados, com utilização de diversos intermediários (laranjas) e com divisão de núcleos funcionais entre os participantes.

Núcleos

As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí revelaram que a atuação do grupo era estruturada e hierarquizada, compreendendo núcleos de comando e execução principal, núcleo de apoio técnico e operacional e núcleo de laranjas, com atribuições bem definidas. Esses núcleos eram divididos da seguinte forma:

- Núcleo de comando e execução principal – Segundo a investigação, era composto por Felipe dos Santos Freitas, Luís Carlos do Nascimento Oliveira, Christian Andreo Silva, Gabriel Andreo Silva, Rafael Andreo Silva, Pablo Teodoro da Silva Ferreira, Letícia Alive de Oliveira Lima, Leonardo da Silva Antônio e Bruno Bernardino Fernandes da Silva. O núcleo é apontado como responsável pela criação, manutenção e operacionalização dos sites falsos e pelo impulsionamento dos mesmos por meio de plataformas digitais, inclusive Google Ads, além de receber e distribuir valores oriundos das fraudes.

- Núcleo de apoio técnico e operacional – A polícia informou que era composto por Eloy Anthony Sorrilha do Amaral, Elizabeth Filgueira Andreo, Felipe Pereira Guimarães, Taynara Eugênia Pereira da Silva, Bianca Alves Cunha, Bruna de Jesus Santana, Victor Lins Reis, Pâmela França Carneiro, Jandecleia Ribeiro Prisco, Kaick Ribeiro Prisco, Caroline Ribeiro Prisco, Melissa Faria Bortolucci, Caio Henrique Martins e Stepheny Gouvea Alves Inocêncio. O grupo desempenhava funções de suporte técnico, manutenção de contas, repasse de valores e ocultação de ativos.

- Núcleo de laranjas – formado por Pedro João dos Santos Silva, Danilo de Santana Pereira, Bianca Jesus Santos, Wander Rodney Sampaio, Kathleen Carolayne Conceição Rodrigues Oliveira, Everton Richard Avelino Eugênio, Jhonatas Oliveira Lazzarine, Brendon Ferreira Conceição, Wesley Ferreira da Silva, Rodrigo Lemos da Silva, Fernando Firmino Bastos, Alexsandro Canavesi de Souza e Eguiberto Santana da Silva. De acordo com as autoridades, essas pessoas cederam contas bancárias pessoais ou de terceiros para recebimento e posterior repasse dos valores obtidos com os golpes.

Ao analisar a denúncia do Ministério Público, o juiz João Manoel Ayres concluiu que a peça atendia a todos os requisitos legais. “A narrativa é clara, precisa e possibilita o exercício da ampla defesa, não havendo omissões ou irregularidades que prejudiquem a compreensão dos fatos imputados”, frisou.

O magistrado determinou a citação dos réus para que apresentassem resposta à acusação no prazo legal.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.