A família de Ana Maria Araújo Lopes, de 54 anos, está em busca de informações sobre o paradeiro da idosa, que está desaparecida desde o dia 16 de outubro, em Teresina. Segundo os familiares, ela saiu de casa pela manhã para trabalhar e não retornou.
Em conversa com o GP1, a sobrinha da idosa, Karine Mata, relatou que o desaparecimento foi percebido poucas horas depois que Ana Maria deixou sua residência, no bairro Mocambinho. “Ela ajudava a cuidar de uma idosa e, às vezes, também de crianças. Como de costume, saiu de casa por volta das 7h para trabalhar, usando uma saia rodada marrom, blusa simples e rasteirinha. Levava sua bolsa com os documentos. A mulher para quem ela trabalhava ligou perguntando por ela, dizendo que Ana Maria não havia chegado até aquele momento”, contou.
Karine explicou ainda que, antes de desaparecer, a tia chegou a fazer contato com uma das filhas. “A última comunicação que ela teve foi com a filha mais nova. Ela mandou mensagem pedindo a senha do GOV e disse que estava no banco tentando resolver um empréstimo. Depois disso, não tivemos mais notícias”, relatou.
A sobrinha também destacou que em nenhum momento Ana Maria demonstrou intenção de sair de casa ou abandonar a família. Segundo Karine, tudo indica que ela havia saído apenas para mais um dia comum de trabalho. “Ela saiu com a roupa do corpo e não levou nada de casa, só os documentos dela. Então, na prática, seria apenas mais um dia normal para o local onde ela ajudava a cuidar de uma idosa. Por isso foi uma surpresa para todos, porque se houvesse algum interesse dela em ir embora ou se algo tivesse acontecido antes, as filhas, minhas primas, não perceberam nada fora do comum”, contou.
A sobrinha também contou que, no dia seguinte ao desaparecimento, a família iniciou buscas por conta própria. “As meninas ficaram desesperadas e foram até o banco. Lá, souberam que ela havia solicitado um empréstimo de R$ 2.500 e estava muito nervosa para que desse certo. Depois disso, surgiram boatos de que ela teria sido vista no Parque Piauí, mas nada se confirmou. A família se dividiu em grupos e procurou em várias regiões, Promorar, Bela Vista, Gurupi, Parque Piauí, além de hospitais, UPAs, igrejas e abrigos, mas não encontramos nenhuma pista. Ela era muito religiosa e participava do Apostolado da Oração, no Mocambinho”, afirmou Karine.
A família registrou boletim de ocorrência no DHPP, e a Polícia Civil segue investigando o caso. “Nossas primas também procuraram por conta própria em rodoviárias e até no aeroporto. Uma funcionária chegou a dizer que atendeu uma mulher muito parecida com ela, que teria comprado uma passagem, mas ainda não temos confirmação sobre isso”, completou.
Três contatos foram disponibilizados para que a população informe caso tenha alguma notícia sobre a mulher. As pessoas podem entrar em contato pelos números: (86) 9 9428-2032, (86) 9 9840-6700 ou (86) 9 8842-2724.
Caroline Vitorino
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