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Bom Jesus - Piauí

Juiz decreta prisão preventiva de dois homens flagrados com R$ 2 milhões em skunk no Piauí

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24).

A Justiça do Piauí converteu em preventiva a prisão de Melquisedek Araújo Pereira de Oliveira e Willian Viana da Silva, flagrados com 250 tabletes de skunk — uma variedade de maconha de alto valor comercial — avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões, dentro de um ônibus de turismo na cidade de Bom Jesus, região sul do estado do Piauí.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24), quando o juiz responsável pelo caso entendeu que a manutenção das prisões era necessária para garantir a ordem pública e evitar risco de fuga ou reincidência no crime.

Foto: Lucas Dias/ GP1Cerca de 250 kg de skunk foram apreendidos
Cerca de 250 kg de skunk foram apreendidos

Entenda o caso

Os dois homens foram presos em flagrante durante uma ação policial que resultou na apreensão de 250 tabletes da droga, encontrados dentro de um veículo. De acordo com a polícia, o entorpecente seria distribuído em diferentes cidades do estado e faz parte de uma rota de tráfico interestadual.

A substância, conhecida como “supermaconha”, possui maior concentração de THC (tetra-hidrocanabinol) e alto valor no mercado ilegal.

Droga seria distribuída para o Comando Vermelho

De acordo com o delegado Laércio Evangelista, coordenador do DRACO, as investigações apontaram que o carregamento de drogas saiu da periferia do Rio de Janeiro e tinha como destino a facção criminosa que atua em Teresina e no norte do Piauí. “Nós vínhamos monitorando dois indivíduos que fretaram um ônibus de uma empresa de turismo de Teresina, supostamente para promover uma excursão ao Rio de Janeiro. No entanto, descobrimos que o objetivo real era buscar armas e drogas para abastecer o Comando Vermelho no estado”, explicou o delegado.

Com a conversão do flagrante em prisão preventiva, Melquisedek Araújo Pereira de Oliveira e Willian Viana da Silva seguirão reclusos enquanto a investigação prossegue. Ao final, o DRACO deverá encerrar caso no prazo de 10 dias e encaminhar o relatório ao Ministério Público.

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