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Teresina - Piauí

Vereadores do PT divergem sobre reajuste salarial dos servidores da Câmara de Teresina

Pereira defende emenda para garantir salário, enquanto Joaquim afirma que proposta é inconstitucional.

Os vereadores João Pereira (PT) e Joaquim do Arroz (PT) protagonizaram uma divergência em relação ao reajuste salarial dos servidores da Câmara Municipal de Teresina, durante sessão realizada na terça-feira (16).

A situação teve início após João Pereira informar que uma emenda de sua autoria, que assegura o pagamento mínimo de um salário aos servidores, teria sido aprovada. No entanto, o vereador Joaquim do Arroz, presidente da Comissão de Finanças, contestou a informação e afirmou que a matéria não chegou a ser analisada, além de ser considerada inconstitucional por gerar despesas ao Poder Executivo.

Foto: Lucas Dias/GP1Vereadores João Pereira (PT) e Joaquim do Arroz (PT)
Vereadores João Pereira (PT) e Joaquim do Arroz (PT)

“A emenda não foi nem analisada porque foi intempestiva, apresentada fora do prazo. Isso prejudicaria todo o orçamento de 2016. Se fosse aprovada, geraria despesas e seria inconstitucional. Todo mundo que conhece política sabe disso”, afirmou Joaquim do Arroz.

O parlamentar também acusou João Pereira de promover um desgaste político desnecessário ao Legislativo e de criar expectativas irreais entre os servidores. “Ele faz esse movimento à toa, desgastando a Câmara e vendendo uma falsa esperança para os servidores. Falta articulação”, declarou.

Em contrapartida, João Pereira rebateu as críticas e defendeu sua atuação. “A Câmara e o povo têm que estar próximos. Se isso é falta de experiência, que continue sendo. É triste um pai de família ter um vencimento inicial de R$ 700 e não conseguir, no fim do ano, comprar um brinquedo para o filho”, afirmou.

Por sua vez, Joaquim do Arroz garantiu que os servidores não serão prejudicados. O presidente da Comissão de Finanças informou ainda que existe um acordo com o prefeito para que o reajuste salarial seja concedido a partir de janeiro de 2026, sem a necessidade de aprovação de emenda pela Câmara.

“O reajuste vai ser dado pelo prefeito. Já está acordado. Quem pode conceder aumento é o Executivo, e há recursos para isso”, concluiu.

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