Fontes confirmaram ao GP1 que o PDT estuda a estratégia de montar chapas proporcionais próprias para as eleições de 2026, mesmo diante da orientação do governador Rafael Fonteles (PT) para que a base governista opere com apenas três legendas prioritárias: PT, MDB e PSD. A decisão foi consolidada durante o encontro nacional do partido, realizado no fim de semana no Rio de Janeiro, com presença de dirigentes de vários estados.
Hoje com 17 deputados federais, o PDT trabalha para dobrar sua bancada na Câmara dos Deputados. A direção nacional reafirmou que não abrirá mão da formação de chapas proporcionais em todos os estados, com foco especial na disputa federal. O Piauí esteve representado no evento pelo presidente estadual, Evandro Hidd.
A possibilidade de estratégia pedetista, porém, entra em choque direto com a diretriz do Palácio de Karnak. O líder do MDB na Assembleia Legislativa do Piauí, deputado João Mádison, revelou que após reunião com Rafael Fonteles ficou definido que partidos menores da base não terão espaço para chapas proporcionais. Segundo ele, o governador entende que pulverizar candidaturas poderia reduzir a representação governista tanto na Alepi quanto na Câmara Federal.
Na orientação repassada aos aliados, apenas PT, MDB e PSD receberão apoio oficial na disputa proporcional de 2026. O objetivo é blindar o bloco majoritário e evitar perdas em um cenário considerado estratégico para o governo.
Rafael Fonteles também determinou as metas eleitorais para o próximo pleito: conquistar 27 das 30 vagas da Assembleia Legislativa e garantir pelo menos oito cadeiras na Câmara dos Deputados, podendo chegar a nove. De acordo com o que foi apurado pelo GP1, o plano define que o PT deve concentrar esforços para eleger 14 deputados estaduais, enquanto o MDB assumirá a meta de conquistar 13 cadeiras.
Caroline Vitorino
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