A família de Pedro Rocha Pereira e Farias, acusado de matar a ex-companheira Gisele Maria Pinheiro Pereira, divulgou uma carta à sociedade nesta sexta-feira (11), uma semana após o crime, em que expressa sua tristeza em relação ao ocorrido. A princípio, pai e mãe do acusado afirmam lamentar a fraqueza do filho e declaram que a conduta dele não condiz com as orientações e ensinamentos transmitidos durante sua formação dentro de casa.
Na carta, eles também se dirigem à família de Gisele, a quem expressam sua solidariedade. “Escrevemos estas palavras com nossos corações pesados, cientes de que nada do que dissermos trará de volta a Gisele, cuja vida foi interrompida de forma trágica e injusta. Não buscamos alívio para nossa própria culpa, mas apenas expressar sinceramente a tristeza que nos consome”, diz trecho da carta.
Pedro Rocha foi preso no dia do crime, 5 de abril. Mesmo diante da situação, a família declarou que continuará unida e defende que o indivíduo seja devidamente responsabilizado. Além disso, ressaltam a importância de um processo imparcial, que garanta os direitos constitucionais do filho.
“Sempre o orientamos a propagar grandes valores, como por exemplo, o respeito e a educação. Por defender tais valores, estaremos sempre próximos, pois a União é, e continuará sendo, um dos pilares que resguardam nossa família. Sabemos que nosso filho Pedro cometeu um erro irreparável e, que por isso, será responsabilizado perante à Lei”, escreveu a família do acusado.
Por fim, os pais se dirigem à família da vítima. “Nos solidarizamos com a dor da família da Gisele, especialmente seus pais, Antônio e Maria, e que esse trágico acontecimento possa servir de reflexão, para que outras famílias não tenham que passar por esse sofrimento que nos acompanhará por todos os dias de nossas vidas”, reforçou.
Leia a carta na íntegra
Entenda o caso
No dia 5 de abril, Gisele Maria Pinheiro Pereira, de 33 anos, foi morta com 10 golpes de canivete em um apartamento no residencial Tancredo Neves, zona sudeste de Teresina. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Pedro Rocha Pereira e Farias, que confessou ter matado a mulher, e foi preso em flagrante.
Em depoimento, ele disse que matou a ex-mulher após olhar o celular da vítima e descobrir que ela estava em uma ‘vida de festa’.
Carolina Matta
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