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Teresina - Piauí

Sílvio Mendes revela que auditoria encontrou contratos superfaturados de gestões anteriores

O prefeito admitiu que algumas das dívidas não foram deixadas pelo gestor anterior, Dr. Pessoa.

O prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) se reuniu, na manhã desta segunda-feira (19), com o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), conselheiro Kennedy Barros, para tratar do rombo bilionário encontrado nos cofres da Prefeitura de Teresina. Em entrevista à imprensa, ele revelou que foram encontrados contratos com indícios de superfaturamento.

“A prefeitura encaminhou 3.574 processos, seja aqueles francamente irregulares, seja outros que não foram identificados, por exemplo, no caso da área de engenharia, foram identificadas uma série de irregularidades, superfaturamento e serviços não prestados”, disse o chefe do executivo municipal.

Foto: Divulgação/AscomSílvio Mendes e Kennedy Barros
Sílvio Mendes e Kennedy Barros

Sílvio Mendes admitiu que parte das dívidas não foi deixada pelo gestor anterior, Dr. Pessoa (PRD). Segundo ele, o rombo identificado foi de aproximadamente R$ 3.067.000.000,00 (três bilhões e sessenta e sete milhões de reais).

“Três bilhões e sessenta e sete milhões. E, vamos ser justos, essa dívida inteira não se refere apenas à gestão de Pessoa; há pendências mais antigas. Então, vamos colocar as coisas no lugar”, disse o prefeito.

Firmino Filho

Questionado se alguns desses débitos foram deixados pelo ex-prefeito Firmino Filho, já falecido, Sílvio Mendes desconversou: “Não sei detalhes, mas há outras ações. Vim pedir conselho ao presidente Kennedy, e isso está identificado como restos a pagar de várias naturezas”, declarou.

Sílvio ressaltou que, em sua primeira passagem pelo Palácio da Cidade, deixou os cofres com saldo positivo. “Todas essas [dívidas] vieram depois da minha gestão. Eu vou repetir: na minha gestão, saí sem dívidas, sem tomar empréstimos, paguei os precatórios e deixei dinheiro no banco”, frisou.

Presidente do TCE

Kennedy Barros, presidente do TCE-PI, afirmou que todos os processos encaminhados pela prefeitura estão sendo analisados com o devido rigor. “O Tribunal já começou a mapear esses processos. Eles estão todos em curso, e, às vezes, demandam tempo, porque há toda a questão do contraditório, da defesa, do devido processo legal. Não se pode chegar a nenhuma verdade sem ouvir a parte efetivamente instada quanto a uma eventual responsabilidade”, declarou.

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