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Teresina - Piauí

Secretário Emílio Júnior apresenta balanço do 1º quadrimestre de 2025 na Alepi

Durante audiência pública na Assembleia Legislativa, Emílio Júnior destacou evolução das receitas.

Na manhã desta segunda-feira (23), o auditor fiscal e secretário de Estado da Fazenda, Emílio Júnior, apresentou os números do primeiro quadrimestre de 2025 à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Durante a audiência pública, ele detalhou o desempenho das contas do estado e falou com a imprensa sobre os principais indicadores financeiros.

“A gente está aqui cumprindo um dever de ofício, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, para apresentar, a esta Casa que representa o povo, os números do primeiro quadrimestre de 2025. Viemos mostrar como se comportaram as receitas e despesas, como estão os índices de cumprimento com os gastos de pessoal, os limites constitucionais com saúde e educação, e também o cumprimento das metas de resultado primário e nominal. São dados econômicos que trazemos para prestar contas e mostrar como tem sido o comportamento das finanças nesse início de ano", afirmou Emílio Júnior.

Foto: Lucas Dias/GP1Secretário da Fazenda, Emílio Júnior
Secretário da Fazenda, Emílio Júnior

O secretário também comentou os desafios que o Estado deverá enfrentar no segundo semestre, especialmente diante do recente aumento da taxa básica de juros (Selic). “Temos muitos desafios pela frente. Mais uma vez, o Banco Central nos surpreendeu com o aumento da Selic, que foi elevada em 0,25%, chegando a 15%. Cada vez que esse percentual aumenta 0,25 ponto, significa cerca de R$ 20 milhões a mais no serviço da dívida do Estado. Isso impacta diretamente os investimentos e, às vezes, até mesmo os gastos de custeio, já que precisamos honrar o pagamento dessa dívida”, declarou.

Aumento da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na quarta-feira (18), aumentar pela sétima vez consecutiva a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. A taxa subiu de 14,75% para 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando a Selic esteve em 15,25% ao ano.

O Copom atribuiu a alta à “conjuntura” nos Estados Unidos. “O ambiente mantém-se adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos”, diz a nota do Banco Central. Ainda conforme a instituição, o aumento também foi motivado pela “volatilidade de diferentes classes de ativos”.

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