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Teresina - Piauí

"É um direito natural do PT", diz deputado Henrique Pires sobre vaga de vice

Deputado aponta acúmulo de perdas do MDB dentro da gestão de Rafael Fonteles e critica avanço petista.

Em entrevista nesta terça-feira (1º), o deputado estadual Henrique Pires (MDB) comentou a possibilidade de o MDB perder a vaga de vice na chapa do governador Rafael Fonteles (PT) em 2026, hoje ocupada por Themístocles Filho, e sinalizou que, embora compreenda a pretensão petista, o cenário exige equilíbrio e respeito à história de alianças construídas no estado.

“O direito natural do Partido dos Trabalhadores de querer ampliar seu espaço é legítimo, é compreensível. Mas o MDB tem história e serviços prestados que justificam a manutenção do nosso espaço na majoritária”, afirmou Pires.

Foto: Lucas Dias/GP1Deputado Estadual Henrique Pires
Deputado Estadual Henrique Pires

Apesar do tom conciliador, o parlamentar expôs abertamente o que classificou como um “acúmulo de perdas” do MDB dentro da atual gestão:
“Perdemos a vice-liderança do governo na Assembleia, perdemos a Secretaria do Meio Ambiente e, agora, enfrentamos esse movimento nos bastidores, com o interesse do PT na vaga de vice. É muita pancada no MDB”, disparou.

Henrique também rechaçou, ao menos por ora, qualquer possibilidade de rompimento formal com o governo, mas não descartou uma “discussão de relação” caso a tendência de esvaziamento continue. “Não vejo um rompimento neste momento, mas, se isso continuar, o MDB vai precisar repensar sua posição na base”, pontuou.

O deputado ainda destacou a importância do tripé partidário que sustenta o governo Rafael: PT, MDB e PSD. “Essa base é o alicerce da estabilidade política do estado. Fomos os primeiros a defender a candidatura do deputado Júlio César ao Senado. E queremos continuar compondo a chapa, com equilíbrio”, reforçou.

Henrique encerrou defendendo que o governador receba os líderes emedebistas com mais atenção: “Ele tem conversado com o PT, com o PSD. Está na hora de também abrir esse espaço para o MDB. Precisamos sentar, frente a frente, e discutir qual será o nosso papel na reeleição.”

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