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Teresina - Piauí

Deputado Gessivaldo Isaías avalia saída do Republicanos

Nos bastidores, duas possibilidades despontam como alternativas viáveis: o Progressistas e o MDB.

A ausência de uma chapa competitiva para a Assembleia Legislativa do Piauí acende um alerta dentro do Republicanos e coloca em xeque a permanência do deputado estadual Gessivaldo Isaías na sigla. Único representante do partido na Alepi, o parlamentar se vê diante de um impasse estratégico: permanecer em uma legenda que prioriza a Câmara Federal ou migrar para uma agremiação com reais condições de sustentação eleitoral no pleito estadual de 2026.

Nos bastidores, duas possibilidades despontam como alternativas viáveis: o Progressistas, alinhado à oposição, e o MDB, base do atual governo. A escolha, contudo, não será meramente ideológica é uma equação de sobrevivência política e cálculo eleitoral.

Foto: Lucas Dias/GP1Gessivaldo Isaías
Gessivaldo Isaías

A direção estadual do Republicanos, sob o comando do deputado federal Jadyel Alencar, tem sinalizado preferência pela montagem de uma nominata focada exclusivamente na Câmara Federal. Esse direcionamento inviabiliza, na prática, a reeleição de Gessivaldo no legislativo estadual, caso a legenda não consiga estruturar uma chapa com competitividade real para a Alepi.

Em entrevista ao GP1, o parlamentar reconheceu a dificuldade e foi direto: sem nomes e sem uma base partidária sólida, não há como disputar uma eleição que exige, nas contas dele, ao menos 170 mil votos para garantir uma cadeira no Palácio Petrônio Portella. Diante desse cenário, o Progressistas, partido que já trabalha para montar uma chapa robusta com projeção de até seis vagas na Assembleia, surge como destino mais provável.

A própria cúpula do Republicanos, ciente da fragilidade estrutural da sigla no âmbito estadual, já avalia com Gessivaldo um caminho que lhe permita seguir na disputa com chances reais. O MDB, que integra a base do Palácio de Karnak, também entra na equação, embora a configuração interna do partido possa tornar mais difícil uma vaga segura para novos nomes.

A movimentação de Gessivaldo reflete um dilema vivido por muitos parlamentares em partidos de médio porte: a desarticulação local pode forçar escolhas difíceis, nas quais a fidelidade partidária cede lugar à lógica de sobrevivência eleitoral. E, no xadrez de 2026, a permanência no tabuleiro exigirá, acima de tudo, pragmatismo.

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