A Justiça do Piauí recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público e colocou no banco dos réus Maria do Perpétuo Socorro Pereira, acusada de assassinar a namorada e forjar uma cena de suicídio. Kárita Joara de Lima Santos foi morta no dia 26 de setembro do ano passado, em Teresina.
A denúncia foi recebida no dia 25 de fevereiro pelo juiz Ronaldo Paiva Nunes Marreiros, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina. Na decisão, o magistrado destacou a existência de provas da materialidade do crime, como o exame pericial cadavérico e a perícia do local, além de indícios de autoria a partir de depoimentos, extração de dados do celular da acusada e outros elementos colhidos durante a investigação.
Kárita Joara foi encontrada morta na casa onde vivia com a companheira, localizada na zona Sul da capital.
Forjou suicídio
À época, a acusada tentou forjar uma cena de suicídio, manipulando o corpo da vítima e o ambiente do quarto para fazer parecer que ela havia tirado a própria vida. No entanto, a versão apresentada divergiu das provas colhidas pela investigação.
Segundo o laudo cadavérico, a causa da morte foi “asfixia mecânica por constrição do pescoço, provocada por estrangulamento”. Perícias realizadas no local do crime e em objetos encontrados reforçaram a suspeita de feminicídio.
Homicídio duplamente qualificado
O Ministério Público atribuiu ao caso duas qualificadoras: o uso de asfixia como meio cruel e o feminicídio, dado o contexto de relacionamento íntimo entre vítima e acusada. Mais conhecida como Mara, a denunciada responde pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual e está presa preventivamente.
Thais Guimarães
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