Os ex-secretários de Finanças de Teresina, Admilson Brasil Lustosa e Danilo Bezerra, compareceram à Câmara Municipal nesta quinta-feira (7), para serem ouvidos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o rombo bilionário nas contas da prefeitura. Em entrevista a imprensa, antes do início da reunião, eles negaram qualquer tipo de interferência do ex-prefeito Dr. Pessoa na gestão das finanças.
Admilson Brasil, que é auditor fiscal e comandou a Secretaria Municipal de Finanças (Semf) durante o ano de 2023, garantiu que aceitou o convite para assumir a pasta com a condição de que tivesse plena autonomia, sem qualquer tipo de ingerência. Ele disse que Dr. Pessoa cumpriu o prometido.
“Quando o então prefeito esteve na minha casa me convidando para assumir a Semf, e eu já estava sabendo pela imprensa dessas denúncias do delegado Robert, uma das condições para eu assumir foi que não aceitaria interferência de ninguém, e assim foi cumprido”, declarou Admilson Brasil.
O ex-vereador Danilo Bezerra, que assumiu a Semf após a saída de Admilson e comandou a pasta até dezembro do ano passado, também negou que tenha havido interferências. “Na minha gestão, não”, cravou.
Dificuldades financeiras
O ex-secretário Admilson Brasil falou que a prefeitura enfrentou dificuldades financeiras em 2023, devido à redução no Fundo de Participação dos Municípios.
“Os oito meses que passei na Semf foi com muita dificuldade financeira, porque Teresina perdeu a liminar que lhe dava um plus do Fundo de Participação dos Municípios. Era uma perda de aproximadamente 35 milhões por mês. Foram três meses que a gente ficou sem esse recurso e graças ao nosso trabalho, conseguimos voltar a liminar e ainda hoje perdura. E Teresina agradece”, colocou.
Robert Rios na CPI
Nessa quarta (6), a CPI ouviu o ex-prefeito Robert Rios, que também foi secretário de Finanças. Ele afirmou que “a roubalheira era regra” na gestão de Dr. Pessoa.
Caroline Vitorino
Thais Guimarães
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