O senador Marcelo Castro (MDB) afirmou, em entrevista concedida à imprensa na terça-feira (20), que a decisão de prefeitos da base governista de declarar apoio a candidatos da oposição deve ser respeitada. Segundo o parlamentar, essas escolhas costumam estar ligadas a compromissos políticos antigos e fazem parte da realidade eleitoral nos municípios.
De acordo com Marcelo Castro, o MDB adota uma postura de tolerância em relação às divergências internas e não pretende impor punições aos gestores que optarem por apoiar a reeleição do senador Ciro Nogueira (PP), mesmo com o partido defendendo a candidatura do deputado federal Júlio César ao Senado. “O MDB é um partido que respeita suas dissidências internas, mas é evidente que nós estamos fazendo e iremos fazer todo o esforço para que o voto vá para os candidatos da base. Agora, há casos em que a pessoa já tem compromissos históricos, compromissos políticos, e esses casos são respeitados”, declarou.
Em entrevista ao GP1, o senador destacou que não há obrigação formal para que prefeitos apoiem exclusivamente os nomes indicados pela base aliada. Segundo ele, a legenda respeita a dinâmica política local e as decisões tomadas pelos grupos municipais. “A dobradinha Marcelo Castro e Júlio César vai bem. Existe um esforço mútuo para ampliar esse apoio, mas isso não significa imposição”, afirmou.
Marcelo Castro também ressaltou que é comum encontrar municípios em que eleitores e lideranças dividem votos entre diferentes candidatos ao Senado. “Vamos a muitas cidades do Piauí em que há prefeitos votando em mim e em Ciro Nogueira, outras em que votam em Júlio César e em Ciro, e há casos em que grupos distintos votam nos três. Isso é da política. Quem faz política sabe que isso é natural”, disse.
Por fim, o senador afirmou que esse comportamento se repete historicamente nas eleições piauienses e em outros estados. Segundo ele, desde a fundação, o MDB adota a democracia interna como princípio e mantém uma postura de tolerância diante das dissidências. “O partido sempre conviveu com diferentes posicionamentos internos. Isso nunca representou ruptura, mas sim a própria natureza do jogo político”, concluiu.
Caroline Vitorino
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