Professores do Colégio Inove, em Teresina, foram comunicados por meio de uma mensagem de WhatsApp sobre o fechamento da escola. O ato repentino teria sido motivado por dificuldades financeiras. No entanto, os profissionais relataram que, enquanto trabalhavam na instituição, enfrentaram atrasos salariais e que os valores devidos nunca foram pagos.
Na manhã deste sábado (24), os docentes se reuniram em frente à quadra da escola após receberem um comunicado do proprietário, Marcos Alan, informando que poderiam retirar alguns materiais. Entretanto, ao chegarem ao local, encontraram as portas trancadas com cadeados, e nenhum responsável pelo colégio apareceu.
Imagens mostram diversas carteiras escolares e outros móveis dispostos na quadra, o que gerou revolta entre os professores. Em entrevista ao GP1, Gabriel Saraiva, ex-funcionário da instituição, denunciou o descaso da administração com os funcionários, que buscam uma solução diante da falta de comunicação e de respostas sobre os pagamentos devidos.
“O primeiro salário caía certinho, nos outros meses ele [Marcos Alan] alegava problemas financeiros, ia pagando uns, outros não. Ele prometeu que alguns pertences da escola estariam aqui e que poderíamos vir pegar esses bens e vender para tirar uma parte do prejuízo. Só que primeiro é uma humilhação a gente vir aqui, sair cada um com cinco cadeiras nas costas para vender na esquina. A gente queria receber nosso salário, que é o certo”, destacou o educador.
Nesse mesmo contexto, o professor Gabriel Domingues apontou que a situação envolvendo irregularidades nos pagamentos é unânime entre os docentes que atuam e atuaram na instituição.
“O Marcos Alan fechou a escola, não deu nenhuma satisfação aos pais de alunos nem aos professores, e nós viemos reivindicar. No meu caso, fui professor de 2023 a 2024 nessa escola, e ele nunca pagou salário. Eu entrei com uma ação na Justiça, e essa ação teve sentença favorável determinando o pagamento de R$ 18 mil, mas ele nunca cumpriu a decisão”, descreveu o docente.
A sede do Colégio Inove permanece fechada, e o proprietário Marcos Alan ficou incomunicável. Além de não responder mensagens no Whatsapp e não atender ligações, o empresário desativou todas as redes sociais, deixando pais e professores sem nenhuma resposta.
Carolina Matta
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