O delegado Laércio Evangelista, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), informou que o ex-servidor terceirizado do Poder Judiciário do Piauí, acusado de furtar armas nas dependências do Tribunal de Justiça, revendia o armamento para membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Uma dessas armas foi utilizada no assassinato de Maria Eduarda Ferreira Sena Reis, crime ocorrido em outubro do ano passado na zona norte de Teresina.
Francisco de Assis Lopes dos Santos, conhecido pela alcunha de “Lobão”, foi preso nesta quarta-feira (11) em operação do DRACO. Egresso do sistema prisional, ele conseguiu vaga de emprego no Tribunal de Justiça por meio de um programa que garante oportunidades de trabalho a pessoas que deixaram a prisão.
Segundo o delegado Laércio, Francisco de Assis furtou as armas do almoxarifado do prédio do TJ. “Conforme o levantamento, foram subtraídas quatro armas. Duas delas apreendidas durante abordagem da Polícia Militar ao Lobão, ocasião na qual ele se evadiu do local, e outras duas armas apreendidas posteriormente. Uma delas com o indivíduo Michardson, suspeito de ter praticado feminicídio, também com requintes de crueldade, sendo vítima Maria Eduarda”, detalhou.
Vendeu armas para o PCC
O coordenador do DRACO frisou que as armas subtraídas pelo investigado eram repassadas a integrantes do PCC. A morte de Maria Eduarda, ocorrida no residencial Lindalma Soares, teria sido por ordem da facção.
“Ele subtraía as armas com a finalidade lucrativa e confessa que repassou para indivíduos da facção PCC, que atuam na zona norte da cidade”, concluiu o delegado.
Francisco de Assis, que já havia sido preso por roubo, agora responderá por crime de furto qualificado com abuso de confiança, uma vez trabalhava no local em que se apropriou das armas.
Brunno Suênio
Thais Guimarães
Ver todos os comentários | 0 |