Em entrevista ao GP1 nessa sexta-feira (27), o senador Marcelo Castro (MDB) avaliou que o fim da articulação entre PSD e MDB e o lançamento de mais de duas chapas para o pleito pode impactar diretamente o cenário eleitoral de alguns pré-candidatos. A mudança dificulta o alcance do quociente eleitoral para determinados nomes, o que pode levá-los a buscar a oposição em busca de maior viabilidade.
Ao ser questionado sobre esse movimento, o senador afirmou que existe a possibilidade. "É um risco, honestamente eu lhe digo. Mas, se soubermos fazer uma divisão bem feita, talvez não prejudique”, afirmou.
Rafael Fonteles defende estratégia para evitar perdas
O governador Rafael Fonteles (PT) demonstrou concordar com a avaliação e reforçou a importância de uma estratégia bem definida para minimizar eventuais prejuízos.
Ele segue defendendo a formação de apenas duas chapas proporcionais de pré-candidatos a deputado estadual. Questionado pelo GP1, o governador reconheceu que outros cenários são possíveis, mas ressaltou que não são os mais adequados.
De acordo com Fonteles, concentrar as candidaturas no PT e no MDB é uma estratégia pensada para maximizar o número de cadeiras na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), levando em conta o cálculo do quociente eleitoral. “Possibilidade [de mais uma chapa] sempre existe. Recomendação, não. A recomendação continua sendo o menor número possível de chapas por uma questão matemática. Quem conhece a sistemática do quociente eleitoral sabe que, quanto menos chapas tivermos, maiores são as chances de eleger um número mais amplo de deputados”, declarou.
Caroline Vitorino
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