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Teresina - Piauí

Governador Rafael Fonteles lança programa “Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale”

Entre as medidas apresentadas estão a ampliação da campanha de enfrentamento à violência contra a mulher.

Lucas Dias/GP1 1 / 8 Rafael Fonteles lança programa “Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale” Rafael Fonteles lança programa “Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale”
Lucas Dias/GP1 2 / 8 Lançamento do “Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale” Lançamento do “Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale”
Lucas Dias/GP1 3 / 8 Lançamento aconteceu nesta segunda-feira (09) Lançamento aconteceu nesta segunda-feira (09)
Lucas Dias/GP1 4 / 8 Deputado Jadyel Alencar participou do lançamento Deputado Jadyel Alencar participou do lançamento
Lucas Dias/GP1 5 / 8 Apresentação durante o evento Apresentação durante o evento
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Lucas Dias/GP1 8 / 8 Lançamento do programa “Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale” no Palácio de Karnak Lançamento do programa “Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale” no Palácio de Karnak

O governador Rafael Fonteles lançou, na manhã desta segunda-feira (9), o programa Março Mulher – Ei, Piauí Não se Cale, iniciativa que reúne ações, anúncios e parcerias voltadas à promoção da equidade de gênero no estado. Entre as medidas apresentadas estão a ampliação da campanha de enfrentamento à violência contra a mulher, agora com o nome “Ei! Piauí Não se Cale”, além da criação do Prêmio Literário Regina Sousa e de selos destinados a empresas que desenvolvem projetos de incentivo à inserção feminina no mercado de trabalho.

Em entrevista à imprensa, o governador destacou que a meta do estado é zerar os casos de feminicídio, embora tenha ressaltado a redução registrada nos primeiros meses do ano. "Nossa meta é feminicídio zero, mas não podemos deixar de celebrar a forte redução que tivemos nos feminicídios do Piauí na comparação de 2025 com 2026, o mesmo período. 67% de redução, o que prova que a ação coordenada do Estado e as campanhas de conscientização da população, e aí não apenas as mulheres, mas sobretudo os homens, têm funcionado e reduzido os feminicídios e também as demais formas de violência contra a mulher. Foram 12 feminicídios no primeiro bimestre de 2025 e, nesse ano, foram 4 feminicídios. Mas queremos feminicídio zero e, por isso, vamos fortalecer ainda mais toda essa rede de atendimento às mulheres", afirmou.

O governador também ressaltou a importância de ampliar a participação masculina no enfrentamento à violência de gênero. "Sem dúvida, a responsabilidade maior é dos homens. As mulheres estão nessa luta há muito tempo e agora são os homens que têm que tomar vergonha na cara e não apenas não fazerem violência, como não tolerarem a violência de amigos, colegas ou de pessoas que presenciarem esse tipo de violência em qualquer circunstância. Então, é essa soma de ações das instituições, das pessoas em geral e sobretudo dos homens que vai ajudar a reduzir mais ainda o feminicídio, a importunação sexual e todas as formas de violência contra a mulher", acrescentou.

O governador também falou sobre a expansão de estruturas municipais voltadas às políticas para mulheres no estado. "Olha, nós avançamos de pouco mais de 30 cidades que tinham secretaria para 81. A meta é 224. Então, nós estamos procurando sensibilizar os prefeitos porque, quando o município tem uma secretaria ou um órgão especificamente voltado para a política transversal de direito das mulheres, você com certeza mobiliza mais saúde, educação, segurança a combater a violência contra a mulher. Então essa também é uma das metas importantes, envolver mais os municípios nesse combate, nesse enfrentamento à violência contra a mulher", concluiu Rafael Fonteles.

A secretária de Estado dos Direitos da Mulher, Zenaide Lustosa, afirmou que o Piauí tem intensificado medidas de prevenção ao feminicídio, incluindo a adesão ao pacto nacional de enfrentamento ao crime e o monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas. Segundo ela, o aumento no número de registros também mostra que mais mulheres estão buscando proteção do Estado. “O Piauí fez a adesão ao pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio. O pacto envolve várias ações nas várias áreas, não só da segurança, mas também social, saúde e educação”, destacou a secretária.

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