A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) confirmou, nesta quarta-feira (29), que o adolescente de 17 anos que morreu no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella foi vítima de raiva humana. O óbito ocorreu no último dia 17 de abril, em Teresina.
De acordo com a pasta, o jovem era residente da zona rural de Oeiras e havia sido mordido por um sagui cerca de 40 dias antes do início dos sintomas. Ele procurou atendimento na UPA do município no dia 11 de abril e, devido à gravidade do quadro, foi transferido para a capital no mesmo dia.
Na unidade especializada, o adolescente apresentou evolução clínica com desorientação, febre persistente, vômitos em jato e rebaixamento do nível de consciência. Exames laboratoriais realizados pelo Instituto Pasteur confirmaram o diagnóstico de raiva humana.
Este é o primeiro caso registrado no estado em 2026. O último havia sido confirmado em 2024, no município de Piripiri.
Medidas e alerta
A Sesapi informou que adotou ações de vigilância e controle no município de origem do paciente para evitar novos casos. A secretaria também reforçou o alerta à população sobre os cuidados em situações de mordidas de animais. "A Sesapi alerta a população para os cuidados necessários em casos de acidentes com mordidas de animais. Entre as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão: lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão; procurar atendimento de saúde o mais rápido possível para avaliação e indicação de profilaxia; não tentar capturar o animal agressor; e manter a vacinação de cães e gatos em dia", diz a nota.
Doença grave
A raiva é uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso de mamíferos, incluindo os humanos. Ela é causada pelo vírus do gênero Lyssavirus e quase sempre é fatal após o início dos sintomas. A principal forma de transmissão é pela mordida de animais infectados, especialmente: cães; morcegos; gatos; raposas.
O vírus está presente na saliva e entra no corpo por feridas ou mucosas (olhos, boca).
O que o vírus provoca no corpo
Depois de entrar no organismo, o vírus atinge o sistema nervoso central, causando:
febre e mal-estar inicial
dor ou formigamento no local da mordida
ansiedade, agitação e confusão mental
dificuldade para engolir (hidrofobia – medo de água)
espasmos musculares
paralisia
Coma e morte: essa evolução acontece porque o vírus inflama o cérebro, quadro conhecido como Encefalite.
O que fazer em caso de suspeita
Se houver mordida ou arranhão de animal suspeito, é essencial agir rápido:
Lavar o ferimento imediatamente com água e sabão por vários minutos
Procurar atendimento médico urgente
Iniciar o protocolo de vacinação antirrábica (se indicado)
Em alguns casos, também é aplicada a imunoglobulina antirrábica.
Como prevenir
Vacinar cães e gatos regularmente
Evitar contato com animais desconhecidos ou silvestres
Não tocar em morcegos, mesmo que pareçam mortos
Procurar atendimento ao menor sinal de exposição
Orientações
Em casos de mordida ou arranhão, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento médico com urgência para avaliação e possível início da profilaxia.
A Sesapi também orienta evitar contato com animais silvestres, não tentar capturar o animal agressor e manter a vacinação de cães e gatos atualizada.
Confira a nota da Sesapi na íntegra
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informa que, após a realização de exames, seguindo medidas de saúde pública, foi confirmado o caso de raiva humana em um paciente de 17 anos, residente na zona rural de Oeiras, que veio a óbito no dia 17 de abril, em Teresina, no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella.
O paciente apresentou sintomas como desorientação, vômitos e febre, após histórico de mordida por um sagui cerca de 40 dias antes do início do quadro clínico.
Os exames foram realizados no Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.
A Secretaria destaca que adotou as medidas necessárias de vigilância e controle junto ao município.
A Sesapi alerta a população para os cuidados necessários em casos de acidentes com mordidas de animais. Entre as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão: lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão; procurar atendimento de saúde o mais rápido possível para avaliação e indicação de profilaxia; não tentar capturar o animal agressor; e manter a vacinação de cães e gatos em dia.
O último caso de raiva humana no Piauí foi registrado em 2024, no município de Piripiri.
Izabella Furtado
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