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Teresina - Piauí

Fiéis se reúnem na Catedral de Teresina para Procissão do Senhor Morto

O arcebispo reforçou que o ato não celebra a morte de Deus, mas a esperança da ressurreição.

Alef Leão/ GP1 1 / 9 Procissão do Senhor Morto Procissão do Senhor Morto
Alef Leão/ GP1 2 / 9 Adoração com o Beijo da Cruz Adoração com o Beijo da Cruz
Alef Leão/ GP1 3 / 9 Catedral Nossa Senhora das Dores Catedral Nossa Senhora das Dores
Alef Leão/ GP1 4 / 9 Arcebispo Dom Juarez Marques Arcebispo Dom Juarez Marques
Alef Leão/ GP1 5 / 9 Dom Juarez Dom Juarez
Alef Leão/ GP1 6 / 9 Fiéis durante missa da Paixão de Cristo Fiéis durante missa da Paixão de Cristo
Alef Leão/ GP1 7 / 9 Fé e devoção durante a Semana Santa Fé e devoção durante a Semana Santa
Alef Leão/ GP1 8 / 9 Missa na Catedral de Teresina Missa na Catedral de Teresina
Alef Leão/ GP1 9 / 9 Nossa Senhora das Dores Nossa Senhora das Dores

Na tarde desta sexta-feira (03), fiéis de Teresina participaram da celebração da Paixão de Cristo e da tradicional Procissão do Senhor Morto, partido da Catedral Nossa Senhora das Dores. A cerimônia foi conduzida pelo arcebispo Dom Juarez Marques, que destacou o significado profundo da cruz e da morte de Jesus para os cristãos.

Segundo Dom Juarez, a celebração é composta por três momentos: a proclamação da palavra, a comunhão e a adoração com o beijo da cruz. “Nós somos salvos pela Cruz de Cristo, nosso Senhor nos salvou com a sua morte, então a cruz é o sinal da glorificação de nosso Senhor Jesus Cristo e por isso ele agora é para nós também sinal de glorificação. A esse gesto do beijo como sinal de reverencia, como sinal de adoração a Deus, a Cristo que morre na cru.”, afirmou o arcebispo. Ele explicou ainda que a procissão marca o início do grande sábado, período de silêncio e espera pela ressurreição de Cristo.

A Procissão do Senhor Morto contou com a participação de inúmeros fiéis que acompanharam a imagem do esquife pelas ruas próximas à catedral, demonstrando sua fé e devoção. O arcebispo reforçou que o ato não celebra a morte de Deus, mas a esperança da ressurreição, que será proclamada na Vigília Pascal no sábado à noite.

“O nosso Deus é vivo e verdadeiro, mas nesse momento, já iniciando o dia do grande sábado, que é o dia do grande silêncio da sepultura, daquela expectativa da ressurreição do Senhor, quando Ele vivo, ressuscitado, ficará conosco para sempre. Ele vive entre nós, Ele veio morar entre nós. Por isso vamos fazer a procissão”, explicou. Dom Juarez também ressaltou que a tradição popular como essa mantém viva a fé e a devoção durante a Semana Santa em Teresina.

Entre os fiéis, Francisco de Assis, devoto há mais de vinte anos, chamou atenção por sua história de fé. Ele revelou que começou a participar da procissão como forma de cumprir uma promessa feita por sua mãe durante uma doença que o atingiu na coluna. “Tô com vinte anos que não falho a procissão, porque fizemos uma promessa, eu era doente da coluna, aí a minha mãe fez uma promessa pra todos os anos, até quantas vidas eu tiver, eu acompanhar a procissão do Senhor morto descalço”, contou.

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