Em uma atividade escolar, o Colégio São Judas Tadeu entregou pintos vivos para os alunos. O caso repercutiu nas redes sociais após um vídeo mostrar que os animais estavam sendo mantidos em potes de plásticos antes de serem entregues aos estudantes, e chegou a ser denunciado junto a Polícia Civil do Piauí (PC-PI) como maus-tratos. No entanto, o caso foi arquivado nessa segunda-feira (06).
O vídeo dos pintos vivos dentro dos potes plásticos também chamou a atenção de defensores da causa animal em todo o pais. O deputado federal, delegado Matheus Loiola, fez uma publicação nessa terça-feira (07) sobre o caso, e cobrou as autoridades para que tomem uma medida para que os responsáveis respondam pela conduta.
“Isso não é educação, é o contrário disso. É ensinar desde cedo que a vida não importa, e uma situação dessas não pode passar sem consequência, porque quem promove esse tipo de prática precisa ser responsabilizado. Animal não é brinquedo, não é presente, não é lembrancinha, é uma vida. Nós já entramos em contato com todas as autoridades para que isso não fique impune”, afirmou o delegado.
No comunicado enviado aos pais em 19 de março, a escola descreve que a entrega dos pintos vivos é uma “lembrancinha de Páscoa”, e pede o pagamento de R$ 10 para que o estudante receba o animal. Dias depois, com a repercussão do vídeo que mostra os pintos presos em potes de plásticos, o caso foi encaminhado à Polícia Civil.
Entretanto, em despacho do dia 06 de abril, a delegada Adília Klein decidiu arquivar o boletim de ocorrência que denunciava a suposta prática de maus-tratos a animais. Na análise da autoridade policial, embora a conduta mostre inadequação no manejo e transporte dos pintos vivos, não há elementos suficientes que indiquem a presença de dolo específico na prática de maus-tratos, conforme exigido na legislação.
Outro lado
Procurada pelo GP1, a assessoria do Colégio São Judas Tadeu não foi localizada para comentar sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Carolina Matta
Ver todos os comentários | 0 |