O Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI) identificou a circulação da variante K do vírus Influenza A (H3N2) em amostras coletadas na cidade de Teresina. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), nesta quarta-feira (13).
Em nota, a Sesapi informou que as amostras analisadas, coletadas em fevereiro deste ano, foram classificadas no grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, pertencente ao subclado K, que vem registrando rápida expansão mundial desde o segundo semestre de 2025.
“Os resultados laboratoriais ganham ainda mais relevância diante do aumento recente dos casos de influenza registrados em Teresina, indicando que a predominância dessa linhagem pode estar relacionada ao atual cenário epidemiológico observado na capital”, diz a nota da Sesapi.
Segundo a pasta, o subclado K já corresponde a cerca de 86,8% dos casos recentes de influenza A identificados globalmente, todavia, até o momento não há evidências científicas que indiquem maior gravidade clínica ou aumento da mortalidade em comparação com outras linhagens do H3N2.
A descoberta da variante foi realizada em parceria com o Instituto Adolfo Lutz.
Veja a nota da Sesapi:
O Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí, o LACEN-PI, identificou a circulação do subclado K do vírus Influenza A (H3N2) em amostras coletadas em Teresina. A descoberta foi realizada em parceria com o Instituto Adolfo Lutz, referência nacional em vigilância de vírus respiratórios e Centro Nacional de Influenza.
A identificação ocorreu por meio de ações de vigilância genômica e sequenciamento viral, reforçando o papel estratégico desempenhado pelo LACEN-PI no monitoramento epidemiológico do estado. As amostras analisadas, coletadas em fevereiro de 2026, foram classificadas no grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, pertencente ao subclado K, linhagem que vem registrando rápida expansão mundial desde o segundo semestre de 2025.
Os resultados laboratoriais ganham ainda mais relevância diante do aumento recente dos casos de influenza registrados em Teresina, indicando que a predominância dessa linhagem pode estar relacionada ao atual cenário epidemiológico observado na capital.
Atualmente, o subclado K do vírus Influenza A (H3N2) já corresponde a cerca de 86,8% dos casos recentes de influenza A identificados globalmente, evidenciando sua alta capacidade de disseminação. Apesar disso, até o momento, não há evidências científicas que indiquem maior gravidade clínica ou aumento da mortalidade em comparação com outras linhagens do H3N2 anteriormente circulantes.
Segundo autoridades sanitárias internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde, a principal preocupação está relacionada à rápida propagação da linhagem e à menor imunidade populacional frente às mudanças antigênicas apresentadas pelo vírus.
Thais Guimarães
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