O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, afirmou nesta segunda-feira (18) que será aplicada multa de R$ 5.800 por ônibus aos motoristas que bloquearem vias públicas durante o estado de greve deflagrado pela categoria a partir de hoje.
“Pede um bom senso, principalmente dos trabalhadores, que às vezes, na angústia de poder conquistar seus direitos, passam do limite, como, por exemplo, interditar a via pública. Isso aí nós não vamos mais admitir. Todos os ônibus que se comportarem assim serão multados, todos, sem exceção. Uma multa em torno de R$ 5.800 por unidade. Todos os ônibus que interditarem a via pública serão recolhidos ao pátio da segurança e só serão liberados quando pagarem todas as multas, todas as dívidas e forem emplacados, com o emplacamento atualizado”, afirmou.
Sílvio destacou ainda que, pelas regras atuais, o custo dessas multas acaba recaindo sobre os próprios trabalhadores. “Quem paga a multa é o trabalhador. Infelizmente, foi um acordo que foi feito no passado”, pontuou.
Para reduzir os impactos da paralisação, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) está cadastrando ônibus e vans para reforçar a frota nos horários de maior demanda. “A Prefeitura, através da Strans, está cadastrando ônibus e vans para substituir os ônibus que estão parando de seis às oito, ao meio-dia e no final da tarde, justamente na hora do pico, quando a população mais precisa ir para o trabalho e para a escola”, explicou.
Sílvio também revelou que já iniciou articulações junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para buscar soluções estruturais para o setor, incluindo renovação da frota e atualização do planejamento da mobilidade urbana. “Hoje mesmo entrei em contato com o pessoal do BNDES para ver se a gente consegue apressar a solução para o transporte coletivo de Teresina, não só atualizando o plano diretor, mas comprando ônibus novos, como a população reclama. E ela só vai voltar quando tiver ônibus novos”, afirmou.
Ao final, o prefeito reforçou que espera uma solução negociada, mas avisou que a Prefeitura reagirá caso ocorram bloqueios ou outras ações consideradas abusivas. “Eu espero que isso não aconteça, que o bom senso prevaleça. Mas, se acontecer, a toda ação haverá uma reação de igual proporção. A gente vai tomar a providência que couber, de acordo com os fatos”, concluiu.
Wanessa Gommes
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